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Três Pesquisas Confirmam: Braide Lidera mas Orleans Cresce 10 Pontos e Empata na Disputa pelo Governo do Maranhão

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 21 de março de 2026

Três Pesquisas Confirmam: Braide Lidera mas Orleans Cresce 10 Pontos e Empata na Disputa pelo Governo do Maranhão

Infografia: Gazeta do Povo / Eleicões 2026

Três institutos de pesquisa divulgaram levantamentos eleitorais para o governo do Maranhão nas três primeiras semanas de março, e os resultados apontam no mesmo sentido: o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), mantém a liderança nos cenários estimulados, mas Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão, avançou cerca de 10 pontos percentuais em seis meses e transformou uma disputa anteriormente confortável para Braide em um empate técnico. O cenário eleitoral maranhense entrou definitivamente no modo competitivo, com a corrida ao Palácio dos Leões se desenhando como a mais acirrada dos últimos anos.

Os números de março: Paraná Pesquisas (5-8/mar, 1.300 entrevistados, 52 municípios, margem de erro 2,8 p.p., registro TSE MA-00634/2026): Braide 34,6% | Orleans 30,3% | Lahesio Bonfim 16,1% | Felipe Camarão 6,9%. Inop (4-11/mar, 2.548 entrevistados, margem de erro 2 p.p.): Orleans 37,52% | Braide 36,50% | Lahesio 11,97% | Camarão 6,9%. Quaest/TV Mirante (12-16/mar, 900 entrevistados, 49 municípios, margem de erro 3 p.p., registro TSE MA-07211/2026): Braide 35% | Orleans 24% | Lahesio 11% | Camarão 7%. Cenário espontâneo (Quaest): Braide e Orleans empatados em 15%.

O Avanço de Orleans e o Que Ele Representa

O elemento mais notável dos levantamentos de março não é a liderança de Braide — que se mantém estável desde 2025 —, mas a velocidade do crescimento de Orleans Brandão. Em agosto de 2025, o secretário de Assuntos Municipalistas marcava 20,9% no Paraná Pesquisas; em março de 2026, chegou a 30,3%, um avanço de 9,4 pontos percentuais em menos de sete meses. A Quaest confirma a trajetória ascendente: em outubro de 2025, Orleans tinha 14% no cenário estimulado; em março, chegou a 24% — alta de 10 pontos. Nenhum outro pré-candidato apresentou movimento semelhante. Enquanto isso, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão recuaram em praticamente todos os institutos.

O avanço de Orleans coincide com dois movimentos paralelos: o lançamento formal de sua pré-candidatura, em ato que reuniu cerca de 40 mil pessoas no Multicenter Sebrae em 14 de março, com a presença de 182 prefeitos e representação de 11 partidos; e a aprovação sólida do governo de Carlos Brandão, que segundo o Paraná Pesquisas chega a 64,3%. O governador, impedido de concorrer à reeleição por ter cumprido dois mandatos, apostou todas as fichas na pré-candidatura do sobrinho, mobilizando a máquina estadual e as alianças muncipais em favor de Orleans. O dado mais significativo da Quaest nesse sentido: 57% dos eleitores consideram que Carlos Brandão merece eleger seu sucessor — o que não se converte automaticamente em voto, mas indica um ambiente favorável ao campo governista.

Segundo Turno, Rejeição e o Prazo de Desincompatibilização

Apesar do empate técnico no primeiro turno, Braide mantém vantagem nas simulações de segundo turno em todos os levantamentos. Pela Quaest, em eventual confronto direto, Braide teria 46% contra 33% de Orleans; pelo Paraná Pesquisas, a margem seria de 47,3% a 39,1%. Braide também apresenta a menor taxa de rejeição entre os candídatos: apenas 11% dos entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Orleans tem 22,6% de rejeição, Lahesio 19,8%, e Felipe Camarão lidera esse indicador negativo com 31,2%. Outro dado relevante do Paraná Pesquisas aponta uma curiosidade pouco usual: quando perguntados sobre quem acreditam que vai vencer a eleição — independentemente de seu próprio voto —, 37,3% dos eleitores apontam Orleans Brandão como favoríto, contra 35,3% de Braide. Esse “clima de vitória” costuma funcionar como medida da percepção pública de força política, e no caso favorece a narrativa do campo governista.

O cenário ainda tem uma variável decisiva pendente: o prazo de desincompatibilização. Braide, como prefeito de São Luís, precisa renunciar ao cargo até 2 de abril para poder concorrer ao governo do estado. Carlos Brandão enfrenta o mesmo prazo se decidir disputar uma das vagas ao Senado Federal. A movimentação dos dois em relação a esse prazo pode redefinir o quadro eleitoral. A idéia de uma eventual aliança entre Braide e Felipe Camarão, ensaiada publicamente pelo vice-governador ao analisar a pesquisa Quaest, também começa a circular nos bastidores como um possível fator de desequilíbrio da corrida.

A conjunção das três pesquisas de março consolida uma leitura clara: o Maranhão tem dois candidatos com real capacidade de disputa ao Palácio dos Leões e nenhum franco favorito. Braide carrega a vantagem da liderança numérica nos cenários estimulados e de uma taxa de rejeição baixa; Orleans Brandão avanza com velocidade, conta com a máquina estadual e tem o governador como cabo eleitoral. O que define uma eleição nesse patamar raramente é a pesquisa de março — são as alianças que se formam nos próximos meses, o comportamento do eleitorado do interior frente à pressão da máquina estadual, e a capacidade de Braide de consolidar apoios fora do PSD. A partir de 3 de abril, com os mandatos encerrados ou continuados, o quadro fica mais definido. Até lá, as pesquisas mostram um estado em disputa real — algo incomum na história política de um Maranhão que por décadas votou quase sem contestá-la na chapa que chegava ao poder.

Fonte: Paraná Pesquisas / Quaest / Instituto Inop / Jornal Pequeno / Poder360

 
 
 

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