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Lula promete manter todos os programas sociais e diz que a mentira "tomou conta" do país na semana em que ficou sem voz

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 5 horas
3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 03 de novembro de 2026

Lula promete manter todos os programas sociais e diz que a mentira "tomou conta" do país na semana em que ficou sem voz

Foto: Paulo Pinto / Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva garantiu, neste domingo (1º), que não vai extinguir nenhum programa social ao longo do próximo governo, que vai de 2027 a 2030. A declaração foi feita em um vídeo publicado no perfil do presidente no Instagram, na primeira semana após a vitória no segundo turno, realizado em 25 de outubro, período em que ele reduziu as aparições públicas para recuperar a voz, afetada pela rotina intensa da campanha.


"O que pode acontecer é a gente criar novos programas sociais ou melhorar aqueles que já estão funcionando."

Compromissos de campanha mantidos

Reeleito para o quarto mandato à frente do Poder Executivo federal, Lula afirmou que tudo o que prometeu durante a campanha eleitoral será cumprido, sem a extinção de programas sociais e sem a revogação de direitos já conquistados. Na prática, o presidente tenta fechar a porta para a interpretação de que a vitória nas urnas poderia ser seguida de cortes em benefícios que alcançam milhões de famílias.


O tom do pronunciamento foi de enfrentamento direto às informações falsas. "Não acredite nos mentirosos de sempre, que vivem tentando vender desgraça e infelicidade para o nosso povo", disse o presidente, ao acusar opositores de divulgarem mentiras. Ele foi além e afirmou que, em uma semana em que ficou sem falar, a mentira tomou conta do país outra vez.


A resposta às notícias falsas já tinha começado no governo

O discurso do presidente se soma a uma ofensiva do próprio governo contra boatos que circularam nas redes sociais após o segundo turno. Em nota divulgada na terça-feira (27), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a Secom, afirmou ser falsa a ideia de que o governo teria recuado do fim da escala 6x1 e passado a preparar exclusões de categorias de trabalhadores. Segundo a nota, o texto da emenda constitucional que pôs fim à escala 6x1 não foi alterado depois das eleições e o Executivo não pode vetar ou modificar uma emenda promulgada pelo Congresso.


A Secom também classificou como falsas as informações sobre cortes no Bolsa Família, que segue em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução de benefícios, e garantiu que o Gás do Povo continua oferecendo a recarga gratuita do botijão de 13 quilos às famílias contempladas, com orçamento assegurado para 2026 e previsão de recursos na proposta orçamentária de 2027 enviada ao Congresso.


Saúde, voz e agradecimento aos eleitores

No vídeo, Lula disse que esteve sem voz durante toda a semana e que trabalhou para se recuperar. Segundo ele, a saúde está boa e a voz melhorou. O presidente afirmou que pretende voltar em breve a percorrer o país para visitar cada estado e agradecer pessoalmente, "olhando nos olhos" dos eleitores que foram às ruas e, nas palavras dele, mantiveram o funcionamento da democracia brasileira. Lula agradeceu os mais de 64,2 milhões de votos recebidos no segundo turno.


Análise: a fala de Lula tem dois destinatários evidentes. O primeiro é o eleitor beneficiário de programas como o Bolsa Família e o Gás do Povo, que costuma ser o alvo preferencial de boatos em momentos de transição. O segundo é o próprio ambiente político: ao prometer que nada será extinto, o presidente tenta retirar combustível da oposição antes que o debate sobre o orçamento de 2027 esquente no Congresso.


Há, porém, uma tensão que o discurso não resolve. Manter e ampliar programas sociais exige recursos, e o governo chega ao segundo mandato com uma pauta fiscal sensível. A garantia política é importante, mas será a execução orçamentária que dirá se a promessa se sustenta sem pressionar as contas públicas. Para o cidadão, o recado mais útil é desconfiar de correntes sem fonte e buscar informações nos canais oficiais antes de acreditar em qualquer anúncio de corte ou suspensão de benefício.


Fonte: Agência Brasil (matéria de Alex Rodrigues, publicada em 01/11/2026), com informações da Secom.

 
 
 

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