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Brandão Fica no Cargo e Cenário Eleitoral do Maranhão Fecha com Cinco Pré-Candidatos ao Governo

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 7 de abril de 2026

Brandão Fica no Cargo e Cenário Eleitoral do Maranhão Fecha com Cinco Pré-Candidatos ao Governo

Foto: Divulgação / Blog do Gilberto Léda

Com o encerramento do prazo de desincompatibilização eleitoral em 4 de abril, o xadrez político do Maranhão ganhou contornos definitivos para as eleições de outubro. O governador Carlos Brandão confirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, impedindo que o vice-governador Felipe Camarão assuma o Executivo estadual. Ao mesmo tempo, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide formalizou sua renúncia e anunciou pré-candidatura ao governo, consolidando um cenário com cinco nomes na disputa pelo Palácio dos Leões.

Ao permanecer no governo, Brandão bloqueou a linha de sucessão que entregaria o comando do Estado a Camarão — movimento calculado para proteger a candidatura de seu sobrinho Orleans Brandão (MDB) e evitar que o PT utilize a máquina estadual no período mais decisivo do calendário eleitoral.

Os Cinco Pré-Candidatos e o Racha na Esquerda

A corrida ao governo do Maranhão está definida com cinco pré-candidatos. Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador e atual secretário de Assuntos Municipalistas, é o nome da base governista e lidera pesquisas no cenário sem Braide. Eduardo Braide (PSD), que renunciou à prefeitura de São Luís no dia 31 de março, aparece à frente em levantamentos do instituto Quaest com mais de dez pontos de vantagem nos cenários em que participa. Lahesio Bonfim (Novo), segundo colocado nas eleições de 2022, mantém base consolidada no eleitorado conservador. Felipe Camarão (PT), o vice-governador que ficou sem o cargo pela decisão de Brandão, pode tentar o governo como candidato próprio do PT ou migrar para o Senado. Enilton Rodrigues (PSOL/Rede) completa o quadro pela esquerda.

O PT nacional enfrenta um impasse delicado no estado. Aliados do ministro do STF Flávio Dino realizaram, no dia 4 de abril, uma festa de recepção a Camarão no aeroporto de São Luís, sinalizando disposição de relançar a candidatura do vice-governador ao governo estadual. A movimentação ocorreu exatamente no mesmo dia em que Brandão confirmou que ficaria no cargo. A filiação da senadora Eliziane Gama ao PT, porém, complicou o arranjo que cogitava uma aliança entre Camarão e Braide, com o petista candidato ao Senado. O PT ainda não definiu se lançará candidato próprio ao governo ou apoiará Braide, mas já descartou publicamente apoio a Orleans Brandão.

No campo partidário, a janela de transferências encerrada no início de abril redesenhou bancadas na Assembleia Legislativa. Deputados estaduais migraram entre siglas em busca de posicionamento mais favorável para disputar vagas na Câmara Federal e na ALEMA. O MDB se fortaleceu com a chegada de nomes relevantes, enquanto o PSB perdeu espaço após a saída do governador do partido em 2025. A disputa por duas vagas ao Senado — inédita em relação às eleições de 2022 — amplia o espaço de negociação e deve pautar alianças até as convenções partidárias previstas para julho e agosto.

A decisão de Brandão de permanecer no cargo é, acima de tudo, uma aposta de alto risco. Ao segurar o governo, o atual governador garante controle sobre a máquina estadual e protege Orleans Brandão de um adversário com estrutura, mas ao mesmo tempo enfraquece a base progressista que elegeu os dois em 2022 e pode comprometer o apoio do presidente Lula ao palanque governista em outubro. Com Braide liderando pesquisas e o PT sem definição estratégica, o Maranhão entra na reta eleitoral com o cenário mais fragmentado dos últimos anos — e qualquer acordo de última hora entre os grupos pode redefinir completamente a disputa antes das convenções.

Fonte: Blog do Gilberto Léda / O Imparcial / Metrópoles

 
 
 

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