top of page
banner-920×114px-alema.gif

PRTB troca candidato às vésperas do prazo final: Leonardo Avalanche assume no lugar de Marçal

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 6 horas
3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 16 de setembro de 2026

PRTB troca candidato às vésperas do prazo final: Leonardo Avalanche assume no lugar de Marçal

Foto: Instagram/PRTB


O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) confirmou a substituição de seu candidato à Presidência da República a menos de três semanas do primeiro turno das eleições gerais de outubro. Pablo Marçal, que teve o registro da candidatura rejeitado pela Justiça Eleitoral, apresentou carta de renúncia na segunda-feira (14) e abriu caminho para que o presidente nacional da legenda, Leonardo Avalanche, assumisse o topo da chapa.


Para poder concorrer à cabeça de chapa, o próprio Leonardo Avalanche teve de renunciar à vaga de vice-presidente que ocupava ao lado de Marçal, movimento concluído no mesmo dia em que se esgotava o prazo legal para substituição de candidaturas neste ciclo eleitoral.

Rejeição do TSE motivou a mudança

A troca de nomes é consequência direta de uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tomada na sexta-feira anterior (11). Por unanimidade, os sete ministros da Corte — a relatora, ministra Estela Aranha, seguida por Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli — votaram pelo indeferimento do registro da candidatura de Marçal ao Palácio do Planalto.


Os ministros acolheram o argumento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral, para quem Marçal não estava filiado ao PRTB em abril deste ano, quando terminou o prazo da chamada janela partidária, período em que candidatos podem trocar de legenda sem perder o direito de disputar eleições. Até aquele momento, Marçal seguia filiado ao União Brasil, circunstância que inviabilizou o registro de sua candidatura pelo partido que o levaria à disputa presidencial.


Soma-se a isso uma condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo que tornou Marçal inelegível até 2032, depois de comprovado que ele ofereceu gravações de vídeos a vereadores e prefeitos em troca de doações em dinheiro durante a campanha municipal de 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo. Antes dessa rejeição definitiva, o influenciador já havia sido alvo de outras duas decisões da Justiça Eleitoral neste ano: uma que o proibiu de fazer campanha e de participar de debates, e outra que o tornou inelegível pela segunda vez.


Com a candidatura de Marçal barrada de forma definitiva pelo TSE, o PRTB precisou agir rapidamente para não ficar sem representante na disputa presidencial. Leonardo Avalanche, que é presidente nacional do partido e ocupava a vaga de vice na chapa original, assumiu a cabeça de chapa depois de apresentar sua própria renúncia à vice-presidência. Em seu lugar como candidata a vice entrou Silvia Helena da Silva Pereira, e a nova composição já aparece registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral.


A movimentação também chamou atenção pelo curto espaço de tempo em que ocorreu: a decisão do TSE saiu numa sexta-feira, a renúncia de Marçal veio três dias depois, na segunda, e a data limite para qualquer substituição de candidatura terminava naquele mesmo dia. O PRTB precisou, portanto, formalizar toda a movimentação interna — a saída de Marçal, a renúncia de Avalanche à vice-presidência e a entrada de Silvia Helena da Silva Pereira na chapa — dentro de poucas horas.


Análise: A troca de candidato a menos de um mês da votação expõe a fragilidade jurídica que acompanhou a pré-candidatura de Marçal ao longo de todo o ano, sustentada mais pela força de sua exposição nas redes sociais do que por uma filiação partidária regular ou por uma ficha eleitoral limpa. Ao transferir a cabeça de chapa para o próprio presidente da legenda, o PRTB tenta preservar o espaço conquistado nos últimos meses sem abrir mão do capital político associado ao nome de Marçal, que deve seguir como referência da campanha mesmo fora da disputa oficial. O desafio para Leonardo Avalanche será converter, em poucas semanas de campanha formal, o eleitorado que acompanhava outro nome em votos para si, num pleito em que parte considerável do público já vinha seguindo de perto as sucessivas decisões judiciais em torno da chapa.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

Comentários


bottom of page