top of page
banner-920×114px-alema.gif

IBC-Br recua 0,2% em julho e marca segunda queda mensal seguida

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 17 horas
2 min de leitura

ECONOMIA • 16 de setembro de 2026

IBC-Br recua 0,2% em julho e marca segunda queda mensal seguida

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,2% em julho de 2026 na comparação com junho, informou o Banco Central do Brasil nesta quarta-feira (16). Na comparação com julho do ano passado, porém, o indicador mostrou avanço de 1,1%, sinalizando que a atividade econômica segue acima do patamar registrado 12 meses atrás. O resultado foi calculado com base na série dessazonalizada, que elimina efeitos típicos de determinadas épocas do ano.


A queda de julho foi o segundo resultado negativo consecutivo do indicador, depois do recuo de 0,6% registrado em junho.

Agropecuária puxa o resultado mensal para baixo

Segundo o Banco Central, o desempenho de julho foi influenciado principalmente pela agropecuária, que recuou 1,2% no mês. A indústria também teve queda, de 0,4%, enquanto o setor de serviços ficou estável, sem variação. Os impostos sobre produtos recuaram 0,2%. Descontado o efeito da agropecuária, o IBC-Br teria registrado queda de 0,1% no mês.


Na comparação anual, com julho de 2025, o cenário setorial é distinto: a agropecuária cresceu 3,7%, os serviços avançaram 1,3%, a indústria subiu 0,5% e os impostos aumentaram 0,7%. Sem a agropecuária, o IBC-Br teria registrado alta de 1% no comparativo de 12 meses.


No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o indicador registra crescimento de 1,5%. No acumulado em 12 meses, a expansão também é de 1,5%, patamar que tem se mantido relativamente estável ao longo do ano, apesar das oscilações mês a mês observadas nos últimos dois resultados.


Considerado uma espécie de termômetro da economia, o IBC-Br reúne informações dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Ainda que utilize metodologia diferente da empregada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador é acompanhado de perto por analistas e investidores como um sinal antecipado da trajetória da atividade econômica brasileira.


Análise: A segunda queda mensal seguida do IBC-Br acende um sinal de atenção sobre o ritmo da economia no segundo semestre, mesmo com o indicador ainda em terreno positivo na comparação anual. O fato de a retração de julho ser puxada principalmente pela agropecuária, um setor historicamente volátil e sujeito a efeitos sazonais e climáticos, sugere que o resultado negativo pode não refletir uma desaceleração generalizada da atividade: a estabilidade dos serviços, setor de maior peso na economia brasileira, é um contraponto importante ao recuo do mês. Ainda assim, dois meses seguidos de queda tendem a chamar a atenção do Banco Central e do mercado financeiro, especialmente num momento em que o Copom avalia o ritmo dos próximos cortes da taxa Selic. Se a tendência de acomodação se confirmar nos próximos meses, o indicador pode se tornar argumento tanto para quem defende uma postura mais cautelosa do Banco Central quanto para quem vê espaço para uma flexibilização mais rápida da política monetária, dependendo de como atividade e inflação evoluírem em conjunto nos próximos meses.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

Comentários


bottom of page