PGR Denuncia Bacellar, TH Joias e Desembargador por Vazamento de Informações ao Comando Vermelho
- Kentidjern Herman
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POLÍTICA BRASIL • 17 de março de 2026
PGR Denuncia Bacellar, TH Joias e Desembargador por Vazamento de Informações ao Comando Vermelho

Foto: Thiago Lontra / ALERJ
A Procuradoria-Geral da República (PGR) formalizou nesta segunda-feira (16) uma denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado estadual licenciado Rodrigo Bacellar (União Brasil), o ex-deputado estadual Thiego Santos — o TH Joias —, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do TRF-2. Os três são acusados do crime de obstrução de investigação por supostamente terem vazado dados sigilosos de operações policiais para a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Além deles, outras duas pessoas ligadas a TH Joias também foram incluídas na denúncia.
Segundo a PGR, o desembargador Macário Ramos teria sido a origem do vazamento, alertando Bacellar sobre a iminente Operação Zargun antes de seu deflagramento em setembro de 2025. Com essa informação antecipada, TH Joias conseguiu remover computadores e outros equipamentos de sua residência e gabinete antes da chegada dos agentes da Polícia Federal — fato que o próprio Bacellar admitiu em depoimento à PF.
Presos e em Liberdade: A Situação dos Acusados
Dois dos acusados já se encontram presos preventivamente: TH Joias está recolhido na Penitenciária Federal de Brasília, enquanto o desembargador Macário Ramos segue detido por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF. Bacellar, por sua vez, chegou a ser preso em dezembro de 2025 no âmbito da Operação Unha e Carne, mas foi solto após votação no plenário da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), por 42 votos a 21. Atualmente, o parlamentar está afastado da presidência da Casa e usa tornozeleira eletrônica.
Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes decidir se aceita ou rejeita a denúncia. Caso seja recebida, os cinco acusados passarão à condição de réus e serão julgados pela Primeira Turma do STF. As defesas de Bacellar e do desembargador Macário Ramos rejeitaram as acusações, afirmando que a PGR se baseou em ilações e que a inocência dos clientes será provada no curso do processo.
Fonte: Agência Brasil





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