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Maranhão na Contagem Regressiva: Brandão e Braide têm até 4 de Abril para Decidir se Deixam os Cargos para Disputar as Eleições de 2026

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 28 de março de 2026

Maranhão na Contagem Regressiva: Brandão e Braide têm até 4 de Abril para Decidir se Deixam os Cargos para Disputar as Eleições de 2026

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O relógio político do Maranhão está em contagem regressiva. Com o prazo de desincompatibilização eleitoral se encerrando em 4 de abril, o governador Carlos Brandão e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, precisam tomar uma das decisões mais importantes de suas carreiras: deixar os cargos que ocupam para entrar oficialmente na disputa pelo governo estadual nas eleições de outubro, ou permanecer nos postos e abrir mão da candidatura. A definição vai moldar o cenário político maranhense pelos próximos meses.

Segundo o TSE, governadores e prefeitos que queiram disputar outro cargo eletivo precisam se afastar seis meses antes do primeiro turno das eleições — marcado para 4 de outubro de 2026. Quem não cumprir o prazo de desincompatibilização torna-se automaticamente inelegível.

Carlos Brandão reuniu na sexta-feira (27) todo o secretariado estadual no Palácio dos Leões, em uma sessão que durou cerca de cinco horas. O encontro serviu para organizar a transição do governo diante do calendário eleitoral. Ficou definido que ao menos 13 secretários deverão deixar seus cargos até 31 de março para ingressar na disputa — tanto para a Assembleia Legislativa quanto para a Câmara dos Deputados. Entre eles estão Tiago Fernandes (Saúde), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Cricielle Muniz (Iema), Vinicius Ferro (Planejamento) e Bira do Pindaré (Agricultura Familiar), além de Orleans Brandão, sobrinho do governador e pré-candidato ao governo do estado.

A questão Brandão e o tabuleiro da sucessão estadual

O próprio Brandão enfrenta um dilema delicado. Como governador em exercício, ele não precisa renunciar para apoiar candidatos ou atuar politicamente — mas, se quiser disputar qualquer cargo eletivo, terá que se afastar do Palácio dos Leões. Por ora, os sinais indicam que Brandão pretende permanecer no governo para garantir a continuidade administrativa e apoiar Orleans. Durante a reunião do secretariado, o governador resgatou a trajetória do grupo político que chegou ao poder com Flávio Dino em 2015 e destacou o desafio de governar em um ambiente eleitoral crescentemente judicializado.

Do outro lado, Eduardo Braide lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do Maranhão e é hoje o nome mais forte da oposição ao grupo que está no poder estadual. Prefeito de São Luís desde 2021 e reeleito em 2024, Braide precisará entregar a prefeitura ao seu vice caso opte pela candidatura ao governo — uma decisão de alto custo político e administrativo, mas que pode ser compensada pela posição de favorito que ocupa nas pesquisas.

O cenário maranhense é considerado um dos mais complexos do Brasil para as eleições de 2026. A disputa envolve não apenas nomes e projetos, mas também a reorganização de alianças históricas entre grupos que conviveram por anos sob o mesmo guarda-chuva político. A presença do senador Weverton Rocha (PDT-MA) — citado no relatório da CPMI do INSS — adiciona mais uma variável a um tabuleiro que já era intrincado. Os próximos dias serão determinantes: com o prazo de 4 de abril se aproximando, o silêncio de cada protagonista vale tanto quanto qualquer declaração.

Fonte: Jornal Pequeno / Agência Brasil

 
 
 

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