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Lula Lança 'Brasil Contra o Crime Organizado' com Pacote de R$ 11 Bilhões em Segurança Pública

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • 12 de mai.
  • 3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 12 de maio de 2026

Lula Lança 'Brasil Contra o Crime Organizado' com Pacote de R$ 11 Bilhões em Segurança Pública

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta terça-feira (12) o programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa sem precedentes na história recente da segurança pública brasileira. Com orçamento total de R$ 11 bilhões, o pacote combina R$ 1 bilhão do Orçamento da União com R$ 10 bilhões em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) direcionados aos estados, com o objetivo de desarticular as estruturas econômicas, operacionais e sociais das facções criminosas em todo o território nacional.

Nós precisamos destruir o potencial financeiro do crime organizado e das facções. Eles hoje viraram, em alguns casos, empresas multinacionais. Eles estão em vários países, no futebol, na política, no meio empresarial, estão em todo lugar, no poder Judiciário. — Presidente Lula

Quatro eixos estratégicos estruturam o plano nacional

O programa foi estruturado em quatro frentes de atuação. A primeira é a asfixia financeira das organizações criminosas, eixo que receberá R$ 302,2 milhões e tem como objetivo cortar o fluxo de dinheiro utilizado pelas facções para lavar recursos, adquirir armamentos, cooptar agentes do Estado e manter suas estruturas em diferentes regiões do país. A criação de leilões centralizados de bens apreendidos e a ampliação do rastreamento de ativos figuram entre as ferramentas previstas.

O segundo eixo contempla o fortalecimento da segurança no sistema prisional, com medidas voltadas ao controle e à inteligência nos presídios — espaços que frequentemente servem como centros de comando e operação das organizações criminosas. A terceira frente prevê a qualificação das investigações de homicídios, buscando aumentar a taxa de esclarecimento desses crimes e reduzir a sensação de impunidade. Por fim, o quarto eixo se dedica ao combate ao tráfico de armas, um dos principais vetores de poder das facções criminosas no Brasil.

Entre as novidades institucionais, o pacote prevê o reforço das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado — as Ficcos — com a criação de uma unidade nacional dedicada a operações interestaduais. A medida permitirá ações mais ágeis e coordenadas entre diferentes estados, respondendo a uma demanda histórica das forças de segurança pública diante da natureza transfronteiriça das organizações criminosas contemporâneas, que operam como redes multinacionais com presença em múltiplos setores da economia e da sociedade.

O programa foi construído ao longo de meses em diálogo com governos estaduais, especialistas e representantes das forças de segurança pública. Será formalizado por meio de um decreto presidencial e quatro portarias ministeriais. Para ter acesso aos R$ 10 bilhões disponibilizados pelo BNDES, os estados precisarão aderir formalmente à iniciativa — um mecanismo que garante o comprometimento dos governos locais com as diretrizes federais de segurança. O lançamento foi realizado no Salão Oeste do Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O Brasil Contra o Crime Organizado representa a aposta do governo federal numa abordagem multidimensional da violência organizada, unindo ação financeira, prisional, investigativa e de combate ao armamento em um único guarda-chuva institucional. A experiência internacional mostra que iniciativas capazes de secar as fontes de financiamento das facções são, historicamente, as mais eficazes para desarticular estruturas criminosas de longa duração. O êxito do programa, contudo, dependerá da velocidade com que os recursos chegarem à execução nas pontas e da qualidade da articulação entre governo federal e estados — desafios crônicos na implementação de políticas de segurança pública no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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