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IR 2026: Prazo Final é 29 de Maio e Quase Metade dos Contribuintes Ainda Não Declarou

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 6 dias
  • 3 min de leitura

ECONOMIA • 11 de maio de 2026

IR 2026: Prazo Final é 29 de Maio e Quase Metade dos Contribuintes Ainda Não Declarou

Foto: Bruno Peres / Agência Brasil

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2026 termina em 29 de maio, às 23h59. Com menos de três semanas restantes, a Receita Federal apontou que pouco mais da metade dos contribuintes obrigados a declarar ainda não enviou o documento — e o volume de declarações retidas na malha fina está maior do que nos anos anteriores.

Até as 10h57 do domingo (10), 21.618.532 declarações haviam sido entregues, equivalente a 49,13% do total de 44 milhões esperados para este ano. Quem ainda não declarou tem até 29 de maio, às 23h59.

Calendário de Restituições e Critérios de Prioridade

A Receita Federal programou quatro lotes de restituição em 2026 — reduzindo o número habitual de cinco pagamentos. O primeiro lote está previsto para 29 de maio, coincidindo com o encerramento do prazo. Os demais pagamentos ocorrerão em 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto. A consulta ao primeiro lote deve ser aberta em 22 de maio, uma semana antes do depósito.

A ordem de prioridade no recebimento das restituições segue a legislação vigente, independentemente da data de envio. Recebem primeiro idosos com mais de 80 anos; depois, idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave; em seguida, contribuintes cuja principal renda seja o magistério. Na sequência, têm prioridade quem usou declaração pré-preenchida e optou por receber via Pix. Os demais recebem por ordem cronológica de envio.

Entre as declarações já entregues, 67,9% terão direito à restituição; 18,3% precisarão pagar imposto complementar; e 13,8% não terão imposto a pagar nem a receber. Quem perde o prazo de 29 de maio fica sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido.

Um ponto de atenção neste ano é o aumento no volume de declarações retidas na malha fina. O problema tem origem na mudança nos sistemas de cruzamento de dados da Receita Federal. O Fisco deixou de considerar a Dirf e passou a usar o eSocial e a EFD-Reinf. Como diversas empresas — inclusive órgãos públicos — cometeram erros no preenchimento dessas plataformas, mais contribuintes estão sendo retidos indevidamente. Nesse caso, a orientação é solicitar à empresa ou fonte pagadora a correção dos dados informados ao eSocial ou à EFD-Reinf.

Para minimizar riscos de retenção, especialistas recomendam revisão cuidadosa de todos os dados antes do envio. Informações incorretas podem levar à malha fina e atrasar a restituição. Também é aconselhável evitar deixar a declaração para os últimos dias, quando o sistema da Receita tende a apresentar instabilidade pelo alto volume de acessos simultâneos.

O uso da declaração pré-preenchida e a opção pelo Pix são os dois recursos que, além de garantir prioridade na fila, facilitam o preenchimento e reduzem erros. A declaração pré-preenchida importa automaticamente dados já disponíveis na base da Receita — rendimentos de empregadores, planos de saúde e informações bancárias — diminuindo a chance de inconsistências no documento final.

Com quase metade dos contribuintes ainda sem declarar, o risco de sobrecarga nos sistemas nas últimas horas do prazo aumenta consideravelmente. O dado mais preocupante do ano, porém, é o crescimento da malha fina por falhas no eSocial e no EFD-Reinf — um problema que não está nas mãos dos contribuintes, mas das empresas que prestaram informações equivocadas ao Fisco. Para quem se encontrar nessa situação, buscar a correção dos dados o quanto antes é o único caminho para garantir que a restituição chegue dentro do calendário previsto pela Receita Federal.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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