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Disputa pela Mesa Diretora da Alema esquenta, e 11 deputados já demonstram interesse na presidência da Casa

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 46 minutos
3 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 31 de outubro de 2026

Disputa pela Mesa Diretora da Alema esquenta, e 11 deputados já demonstram interesse na presidência da Casa

Foto: Reprodução / O Imparcial


A nova composição da Assembleia Legislativa do Maranhão ainda nem tomou posse, mas a disputa pelo comando da Casa já começou. A eleição para a Mesa Diretora está marcada para 1º de fevereiro de 2027, e, segundo levantamento publicado pelo jornal O Imparcial, 11 parlamentares já manifestaram interesse na presidência, em um cenário que ainda depende de muita articulação até a definição de um grupo majoritário.


Com a candidatura oficializada de Leonardo Sá (PRD), sobe para 11 o número de deputados que manifestaram interesse na presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Os nomes que aparecem na corrida

Entre os potenciais candidatos citados estão Detinha (PL), Douglas Pinto (PSD), Neto Evangelista (MDB), Gleydson (MDB), Paulo Casé (União), Maedja Campos (PDT), Leonardo Sá (PRD), Daniella (MDB) e João Igor Carvalho (PDT). O deputado Ariston Ribeiro (MDB) também é lembrado como possível nome, e Francisco Nagib (MDB) foi um dos primeiros a confirmar publicamente que pretende disputar o cargo.


A lista chama atenção pela presença de parlamentares de diferentes siglas, mas também pela concentração de nomes de um mesmo partido. O MDB, que conquistou 17 cadeiras e tem a maior bancada da Casa, aparece com vários candidatos ou possíveis candidatos, e isso coloca o partido no centro das atenções da disputa.


Maedja, Daniella e Leonardo Sá

Alguns nomes se destacam pelo desempenho nas urnas. Maedja Campos (PDT) teve a maior votação do estado em 2026, com 102.694 votos, e afirmou que pretende manter diálogo com o governador eleito, Eduardo Braide (PSD). Ela disse que ainda não há definição oficial sobre a disputa. A parlamentar é casada com o prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos, e recebeu quase 11 mil votos em São José de Ribamar.


Daniella (MDB) foi reeleita para o terceiro mandato consecutivo, com 66.040 votos, o que representa um crescimento de 62,82% em relação à sua primeira eleição. Ela também pleiteia a presidência da Assembleia.


Já Leonardo Sá (PRD) oficializou sua candidatura ao comando da Casa. Ele já exerceu mandato entre 2019 e 2023, e agora formaliza o interesse em voltar a comandar a Casa.


O caminho até fevereiro

A expectativa é de que a quantidade de nomes seja reduzida ao longo das próximas semanas por meio de diálogo, formação de chapas e eventuais desistências, até a consolidação de um grupo majoritário. Como a eleição só acontece em 1º de fevereiro de 2027, os parlamentares têm alguns meses para costurar apoios.


O governador eleito, Eduardo Braide, tem previsão de assumir em janeiro de 2027, ou seja, pouco antes da votação da Mesa Diretora. Esse calendário coloca a relação com o novo governo no horizonte dos pré-candidatos.


Análise: o número de 11 interessados em uma Mesa Diretora que sequer foi eleita mostra que a presidência da Assembleia é vista como um cargo estratégico, e que o ambiente político pós-eleição ainda está em plena acomodação. A concentração de nomes do MDB, partido com a maior bancada, indica que a legenda terá de resolver primeiro uma disputa interna para não dispersar votos, enquanto candidatos de outras siglas buscam alianças que lhes permitam furar a hegemonia numérica.


Outro ponto relevante é a relação com o Executivo. Com a posse de Braide prevista para janeiro, a eleição da Mesa em fevereiro tende a ser lida como o primeiro teste de força entre o novo governo e a Casa legislativa. A fala de Maedja Campos sobre manter o diálogo com o governador eleito é um sinal de que os candidatos já olham para a futura base de sustentação, e não apenas para os votos dos colegas.


Por fim, a votação expressiva de nomes como Maedja e Daniella mostra que o capital eleitoral também entra na negociação, ainda que a escolha seja feita no plenário por seus pares. Nos próximos meses, o acompanhamento das chapas e das desistências dirá quem realmente tem condições de chegar a fevereiro com maioria construída.


Fonte: O Imparcial (https://oimparcial.com.br/noticias/2026/10/nova-composicao-da-assembleia-legislativa-do-maranhao-movimenta-disputa-pela-mesa-diretora)

 
 
 

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