Boletim Focus: mercado reduz projeção de inflação e do PIB para 2026
- Kentidjern Herman
- há 2 dias
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ECONOMIA • 2 de setembro de 2026
Boletim Focus: mercado reduz projeção de inflação e do PIB para 2026
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O mercado financeiro reduziu a projeção de inflação e prevê menor crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, enquanto as estimativas para o câmbio do dólar e para a taxa Selic permaneceram inalteradas. Os dados constam do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central, em Brasília.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação do país, caiu de 5,02% para 5,01% na projeção desta semana.
PIB, dólar e juros seguem trajetórias distintas
A publicação semanal reúne a estimativa média de bancos, corretoras e consultorias para a economia brasileira neste ano e nos três seguintes. Para o PIB, o mercado projeta agora uma queda de 1,92%, ante 1,95% na semana anterior. As expectativas para os próximos anos, porém, permanecem estáveis: crescimento de 1,50% em 2027, 1,98% em 2028 e 2% em 2029.
A previsão para o dólar segue em R$ 5,20 ao fim de 2026, repetindo a estimativa divulgada há quatro semanas. Para os anos seguintes, os analistas preveem alta gradual da moeda norte-americana, chegando a R$ 5,36 em 2029. Já a Selic, atualmente em 14% ao ano, deve fechar 2026 em 13,75%, segundo o mercado, com expectativa de novos cortes nos anos seguintes: 12% em 2027, 10,5% em 2028 e 10% em 2029.
A taxa básica de juros é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em reuniões realizadas a cada 45 dias, sendo a mais recente ocorrida em 5 de agosto, quando o colegiado reduziu a Selic em um cenário de desaceleração da inflação, mas ainda cercado de incertezas.
O IPCA acumulado em 12 meses está atualmente em 4,44%, dentro da meta estabelecida pelo governo, segundo dados oficiais de julho divulgados pelo IBGE.
A combinação de projeções mais otimistas para a inflação com uma revisão para baixo no crescimento do PIB sinaliza um cenário de cautela para a economia brasileira neste ano. Embora o recuo do IPCA para dentro da meta seja uma notícia positiva, a manutenção da Selic em patamar elevado por mais tempo tende a seguir pressionando o crédito e o consumo interno, o que ajuda a explicar por que o mercado não vê espaço para um crescimento mais robusto do PIB em 2026.
Fonte: Agência Brasil





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