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13 Secretários de Brandão Deixam o Governo até 31 de Março para Disputar as Eleições de 2026

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 13 minutos
  • 3 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 27 de março de 2026

13 Secretários de Brandão Deixam o Governo até 31 de Março para Disputar as Eleições de 2026

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O governador Carlos Brandão reuniu todo o secretariado estadual no Palácio dos Leões em uma sessão que durou cerca de cinco horas e definiu o prazo final para a saída dos auxiliares que pretendem disputar cargos nas eleições de outubro: 31 de março. Ao todo, 13 integrantes do governo foram apontados como pré-candidatos, com projetos tanto para a Assembleia Legislativa do Maranhão quanto para a Câmara dos Deputados.

Durante o encontro, os secretários que devem se desincompatibilizar apresentaram balanços de suas gestões. Brandão relembrou sua trajetória política e a formação do grupo que assumiu o governo do estado em 2015, ao lado de Flávio Dino, e comentou o aumento de ações judiciais no cenário político recente, algo que, segundo ele, não havia enfrentado em nenhum outro momento de sua carreira pública.

Quem são os secretários que deixam o governo

Entre os nomes cotados para a disputa na Assembleia Legislativa estão Tiago Fernandes (Saúde), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Cricielle Muniz (Iema), Luís Henrique (Trabalho), Wolmer Araújo (Pesca), Júnior Vianna (Articulação Política), Sebastião Madeira (Casa Civil), Natássia Weba (Ciência e Tecnologia) e Abigail Teles (Mulher). Para a Câmara Federal, os nomes cotados incluem Vinícius Ferro (Planejamento), Bira do Pindaré (Agricultura Familiar) e Washington Oliveira (Representação Institucional no Distrito Federal). Outro movimento relevante envolve Orleans Brandão, secretário de Assuntos Municipalistas e pré-candidato ao governo do estado. Orleans também deve deixar o cargo até o fim do mês para iniciar oficialmente sua campanha, já que o prazo legal para desincompatibilização estabelecido pela Justiça Eleitoral vai até 4 de abril para a maioria dos cargos executivos estaduais.

Reorganização e continuidade

Com a saída prevista de parte do secretariado, o governo estadual deverá promover ajustes na equipe para manter a continuidade das ações administrativas. A reunião serviu, além de organizar a transição, para alinhar estratégias políticas e consolidar o grupo de apoio de Brandão para o pleito de outubro. A orientação interna é que as substituições sejam planejadas com rapidez para evitar lacunas no comando das pastas. A desincompatibilização é uma exigência da Lei Complementar nº 64/1990, que determina o afastamento obrigatório de agentes públicos da máquina administrativa que desejam se candidatar. No caso dos secretários estaduais, o prazo é de seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro de 2026. Quem não cumprir o prazo passa a ser considerado inelegível, o que torna a decisão urgente e irreversível para os nomes que já anunciaram intenção de concorrer.

O contexto político no Maranhão

A movimentação ocorre em meio a um cenário político marcado por tensões internas na base governista. Brandão decidiu apoiar a candidatura do sobrinho, Orleans Brandão (MDB), ao governo do estado, em vez de renunciar ao mandato para disputar o Senado — decisão que criou um racha com o vice-governador Felipe Camarão (PT), que reclama da quebra de um suposto acordo firmado em 2022. O governador nega que qualquer compromisso do tipo tenha sido assumido. Enquanto o time de Brandão se organiza para o pleito, o cenário é de disputa aberta entre os campos brandonista e dinista dentro do espectro progressista maranhense. O prazo de desincompatibilização funciona, portanto, como o marco oficial de início da temporada eleitoral no Maranhão, definindo quem entrará de fato na corrida e quem continuará na gestão até o fim do mandato.

A reunião promovida por Brandão no Palácio dos Leões representa o fechamento de um ciclo e a abertura formal da disputa eleitoral dentro do próprio governo. A saída simultânea de 13 secretários do primeiro escalão é um desafio de gestão ráro, que exige substituições rápidas e a manutenção do ritmo das políticas públicas em pleno ano eleitoral. Ao mesmo tempo, a reunião demonstra a capacidade de Brandão de organizar sua base de forma centralizada e coordenada, um ativo político importante num estado em que o controle da máquina continua sendo fator decisivo nas urnas.

Fonte: Jornal Pequeno / Agência Brasil

 
 
 

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