Pirapemas no Vietnã: Rafaelson Chega a 100 Gols no Futebol Asiático e é Convocado Novamente pela Seleção
- Kentidjern Herman
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ESPORTE MARANHÃO • 24 de março de 2026
Pirapemas no Vietnã: Rafaelson Chega a 100 Gols no Futebol Asiático e é Convocado Novamente pela Seleção

Foto: Divulgação / AV Assessoria
Um atacante nascido em Pirapemas, no interior do Maranhão, acaba de cravar uma marca histórica a mais de 16 mil quilômetros de casa. Rafaelson, naturalizado vietnamita desde 2024 e hoje conhecido no país asiático como Nguyen Xuan Son, chegou ao centésimo gol no futebol asiático — contabilizando sua trajetória no Vietnã, suas passagens pelo futebol japonês e as partidas pela seleção nacional do Vietnã. Para coroar o feito, o atacante foi convocado novamente para defender a seleção vietnamita em dois confrontos da data FIFA de março: um amistoso contra Bangladesh e um jogo qualificatório para a Copa da Ásia diante da Malásia.
Números de Rafaelson no futebol asiático: 100 gols em 134 partidas | Média de 0,74 gols por jogo | Clubes: Nam Dinh FC (Vietnã), Da Nang FC, Bình Dinh FC e passagem pelo futebol japonês | Seleção do Vietnã: convocado múltiplas vezes desde a naturalização em 2024 | Próximos jogos pela seleção: amistoso x Bangladesh (quinta-feira) e qualificatório x Malásia (terça-feira) | Clube atual: Nam Dinh FC — sequência de 4 vitórias consecutivas na V.League 1.
A Trajetória de Pirapemas ao Sudeste Asiático
Rafaelson iniciou a carreira no futebol baiano, revelado pelo Esporte Clube Vitória, antes de embarcar para o Vietnã em janeiro de 2020. Desde então, construiu uma das histórias mais singulares já protagonizadas por um atleta maranhense no futebol internacional. Em seis anos de atuação no continente asiático, passou por quatro clubes, adaptou-se a uma cultura completamente diferente e chegou a ser eleito o esportista do ano no Vietnã em 2025 — distinção que praticamente nenhum atleta estrangeiro alcança em qualquer país. Em 2024, deu o passo mais definitivo da carreira: aceitou a naturalização vietnamita, tornando-se Nguyen Xuan Son, e passou a defender a seleção nacional do país.
Agora, às vésperas de completar 29 anos, o atacante atinge o marco do centésimo gol no continente em 134 partidas — uma média superior a 0,74 gols por jogo, número expressivo para qualquer atacante em qualquer liga do mundo. O próprio Rafaelson não escondeu a satisfação com o feito. Segundo ele, a consistência ofensiva é resultado direto de uma rotina rigorosa de treinos e de um trabalho contínuo de adaptação ao estilo de jogo exigido pelas ligas asiáticas.
O Momento no Nam Dinh e a Convocação para a Seleção
No plano dos clubes, Rafaelson defende o Nam Dinh FC na V.League 1, a primeira divisão do futebol vietnamita. O início de temporada foi irregular — a equipe demorou a engatar, ficou distante da liderança e somou resultados inconsistentes nas rodadas iniciais. Contudo, nas últimas semanas a situação mudou. O Nam Dinh emendou quatro vitórias consecutivas e voltou a se colocar no cenário de disputa pelas primeiras posições. O atacante reconhece que a diferença para o topo ainda é longa, mas demonstrou confiança no potencial do elenco para uma virada de posição ao longo do campeonato.
Paralelamente ao trabalho no clube, Rafaelson retorna à seleção do Vietnã em uma data FIFA que terá dois compromissos distintos e de peso diferente. O amistoso contra Bangladesh servirá para o técnico realizar avaliações e testar combinações. Já o confronto com a Malásia, pela fase de qualificação para a Copa da Ásia, tem caráter competitivo e exigirá o melhor da equipe. Para o atacante maranhense, cada convocação representa não apenas uma oportunidade esportiva, mas a reafirmação de uma escolha de vida que o colocou entre os maiores artilheiros estrangeiros da história do futebol vietnamita.
A história de Rafaelson é, em essência, a história de um atleta que transformou uma aposta em legado. Quando partiu do Brasil rumo ao Vietnã em 2020, poucos apostavam que aquela mudança resultaria em um dos capítulos mais bonitos do esporte maranhense na última década. Hoje, com 100 gols, naturalização, seleção e consecutivos reconhecimentos no país que adotou como lar, o atacante de Pirapemas prova que o futebol maranhense tem muito mais a oferecer ao mundo do que o que aparece nos holofotes locais. É uma história que merece ser contada — e celebrada.
Fonte: Maranhão Esportes / AV Assessoria





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