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Pesquisa Vox Brasil: Lula Lidera com 47,8% contra Flávio Bolsonaro no 2º Turno de 2026

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • 9 de jun.
  • 3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 9 de junho de 2026

Pesquisa Vox Brasil: Lula Lidera com 47,8% contra Flávio Bolsonaro no 2º Turno de 2026

Foto: Vox Brasil / Poder360


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com folga uma eventual disputa de segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições presidenciais de outubro de 2026. Levantamento da Vox Brasil, divulgado na última sexta-feira (5), coloca o petista com 47,8% das intenções de voto contra 41,3% do parlamentar, em cenário de segundo turno. Os dados reforçam a posição do atual presidente como favorito à reeleição em ano eleitoral marcado por intensa polarização política.


No cenário de 1º turno, Lula lidera com 42,1% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 33,6% e Ronaldo Caiado com 6,9%, segundo a Vox Brasil.

Metodologia e abrangência da pesquisa

A Vox Brasil entrevistou 2.100 pessoas em todo o território nacional entre os dias 1º e 3 de junho de 2026. A margem de erro do levantamento é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08016/2026 e teve custo de R$ 50.000, pago com recursos próprios da empresa. A metodologia e a íntegra do estudo foram disponibilizadas publicamente.


Além do confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o levantamento também testou cenários de segundo turno do presidente contra outros pré-candidatos de oposição. Nos cenários simulados pela Vox Brasil, Lula mantém a liderança em todos os confrontos, refletindo uma base eleitoral consolidada e uma vantagem persistente sobre o campo oposicionista que ainda busca unidade e um nome com maior apelo nacional.


No cenário de primeiro turno, o presidente aparece com 42,1% das intenções de voto. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar com 33,6%, consolidando sua posição como principal representante da direita na corrida eleitoral de 2026. Em terceiro lugar está o governador Ronaldo Caiado (PSD), com 6,9%, distante dos dois primeiros colocados. Os demais pré-candidatos testados aparecem com índices inferiores a 5%, indicando uma corrida presidencial que, já em junho, aponta para um segundo turno entre os mesmos protagonistas da eleição de 2022.


O cenário eleitoral brasileiro de 2026 apresenta características que o diferenciam de eleições anteriores. A candidatura de Flávio Bolsonaro como principal representante da direita — no lugar do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que permanece inelegível — é um fator de incerteza em relação à transferência de votos entre as diferentes alas do bolsonarismo. Pesquisas e analistas políticos avaliam se o eleitorado mais fiel ao ex-presidente seguirá o filho nas urnas com a mesma intensidade com que apoiou o pai em 2018 e 2022.


Do lado do governo, o desempenho econômico e a popularidade do presidente Lula seguem como variáveis centrais. A aprovação do governo federal tem oscilado ao longo dos últimos meses, pressionada pelo cenário de taxa de juros ainda elevada, pela evolução da pauta no Congresso Nacional e por temas como a reforma trabalhista da escala 6x1, que mobiliza eleitores tanto favoráveis quanto contrários à proposta. A combinação dessas variáveis deve definir o tom da campanha nos próximos meses.


Os números da Vox Brasil chegam em um momento em que o calendário eleitoral já começa a dominar parte das discussões políticas em Brasília. O período eleitoral oficial ainda está distante, mas a configuração das candidaturas, as movimentações dos partidos e o debate sobre a pauta do Congresso passam cada vez mais a ser lidos sob o prisma das eleições de outubro. A pesquisa será incorporada ao conjunto de levantamentos que acompanharão a corrida presidencial até o pleito.


A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro — 6,5 pontos percentuais no segundo turno — pode parecer confortável à primeira vista, mas ainda está dentro da margem de erro quando considerada a volatilidade típica do eleitorado brasileiro em ano eleitoral. Historicamente, levantamentos realizados cinco meses antes do pleito capturam intenções de voto que podem mudar significativamente ao longo da campanha. O desafio do governo é transformar resultados econômicos em aprovação popular, enquanto a oposição precisará consolidar uma candidatura com apelo suficiente para reduzir a diferença que as pesquisas revelam neste momento.


Fonte: Poder360

 
 
 

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