Pagamento do 13º salário deve movimentar até 3% do PIB neste final de ano
- Cachorrão

- 13 de nov. de 2024
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Neste final de ano, com o recebimento do 13º salário pelos trabalhadores a economia no Brasil deve receber um grande impacto com a injeção de cerca de R$ 321,4 bilhões até o mês de dezembro, movimentando aproximadamente 3% do PIB, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Com um valor médio de R$ 3.096,78 por pessoa, cerca de 92,2 milhões de brasileiros devem receber essa remuneração extra, incluindo 56,9 milhões de trabalhadores formais com carteira assinada, 1,4 milhão de empregados domésticos e 34,2 milhões de aposentados e pensionistas do INSS. Metade do montante será destinado a profissionais da região Sudeste, onde estão concentrados a maior parte dos empregos formais e aposentados, seguidos pelo Sul (16,7%) e Nordeste (15,9%).
O valor médio do 13º salário varia conforme a região e o setor. No Distrito Federal, o valor médio é o maior do país (R$ 5.665), enquanto Maranhão e Piauí registram os menores valores, cerca de R$ 2.000. No setor de serviços, os trabalhadores terão a maior média, em torno de R$ 4.382, enquanto os trabalhadores do setor primário terão a menor média, de R$ 2.380. Os aposentados e pensionistas já receberam parte do 13º salário de forma antecipada, mas o Dieese ainda considera o montante total previsto, independentemente das antecipações já feitas, como uma projeção do impacto total que o pagamento terá na economia ao longo do ano.
A análise do Dieese utiliza dados do Ministério do Trabalho, IBGE, Previdência Social e outras fontes governamentais para estimar esse impacto econômico. A primeira parcela do 13º salário, sem descontos, deve ser paga até 30 de novembro, enquanto a segunda parcela, com os devidos descontos para INSS e Imposto de Renda, deverá ser depositada até 20 de dezembro.
Foto: Google imagens








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