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Flávio Bolsonaro acusa Dino de usar STF para perseguição política durante passagem pelo Maranhão

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 2 horas
3 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 23 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro acusa Dino de usar STF para perseguição política durante passagem pelo Maranhão

Foto: Jornal Pequeno


O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) esteve no Maranhão nesta terça-feira (22) e voltou a criticar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, a quem acusou de usar investigações sobre emendas parlamentares de forma seletiva para atingir adversários políticos. A declaração foi dada a jornalistas em São Luís, após a participação do candidato em um comício na capital maranhense.


A acusação foi feita pelo próprio candidato e não representa uma conclusão das investigações em curso ou de qualquer órgão de controle.

Críticas ligam Dino ao caso Banco Master e à investigação sobre o filme ‘Dark Horse’

Segundo Flávio Bolsonaro, Dino pratica “perseguição política” tanto no STF quanto no Maranhão. O senador questionou o tratamento dado pelo ministro a parlamentares citados em apurações relacionadas ao uso de emendas e alegou que aliados políticos de Dino não receberiam o mesmo tratamento. As declarações ocorreram durante a agenda eleitoral do candidato em um estado diretamente ligado à trajetória política de Dino, que governou o Maranhão entre 2015 e 2022 antes de assumir o Ministério da Justiça e, depois, uma cadeira no Supremo.


Flávio Bolsonaro também relacionou suas críticas ao episódio envolvendo as discussões no STF sobre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no contexto do caso Banco Master. Em 15 de setembro, Dino pediu vista durante o julgamento que discutia se as questões relacionadas aos dois ministros deveriam ser analisadas simultaneamente, interrompendo temporariamente a sessão. Pelas regras do Supremo, Dino tem prazo de até 90 dias para devolver o processo; quando a sessão foi suspensa, o plenário ainda não havia decidido sobre o rito a ser adotado nem avançado para uma conclusão sobre eventual investigação de Moraes. O candidato interpretou a atuação de Dino como uma tentativa de proteger Moraes.


As críticas também alcançaram a investigação sobre suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares que teriam sido destinados à produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Dino autorizou, no dia 10 de setembro, uma operação da Polícia Federal que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão, tendo entre os alvos o deputado federal Mario Frias (PL-SP). A apuração investiga suspeitas de que recursos destinados ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura tenham sido desviados para outras finalidades, incluindo a produção do filme.


Em despacho posterior, Dino afirmou haver indícios, ainda no campo investigativo, de que Frias poderia ter exercido papel de liderança na suposta estrutura investigada. A apuração permanece em andamento e não representa uma conclusão sobre responsabilidade criminal do parlamentar. Durante o ato no Maranhão, Flávio Bolsonaro voltou ainda a tratar da composição futura do STF, afirmando que pretende indicar novos ministros para a Corte caso seja eleito presidente.


As críticas ao Supremo fazem parte do discurso adotado por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial. Em São Luís, o candidato direcionou especialmente os ataques a Dino, relacionando a atuação do ministro no STF às disputas políticas que marcaram sua passagem pelo governo maranhense.


Análise: O episódio ilustra como investigações em curso no STF têm sido incorporadas ao discurso eleitoral de 2026, especialmente quando envolvem um ministro com histórico político direto no estado visitado pelo candidato. A acusação de Flávio Bolsonaro conecta três frentes distintas — o caso Banco Master, a apuração sobre emendas ligadas ao filme ‘Dark Horse’ e a própria biografia política de Dino no Maranhão — sem que nenhuma delas tenha, até o momento, conclusão formal por parte do Supremo ou de órgãos de controle. Cabe ao leitor acompanhar o andamento dessas apurações antes de tomar as acusações feitas em campanha como fatos estabelecidos.


Fonte: Jornal Pequeno

 
 
 

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