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Dólar Fecha Abaixo de R$ 5 pela Primeira Vez em Dois Anos e Ibovespa Bate Recorde Histórico

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

ECONOMIA • 17 de abril de 2026

Dólar Fecha Abaixo de R$ 5 pela Primeira Vez em Dois Anos e Ibovespa Bate Recorde Histórico

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro viveu uma segunda-feira (13) histórica. O dólar comercial fechou abaixo dos R$ 5 pela primeira vez desde março de 2024, enquanto o Ibovespa superou os 198 mil pontos e atingiu o maior nível de sua história. O movimento ocorreu em meio à sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Irã estaria disposto a negociar uma saída para o conflito no Oriente Médio, reduzindo a aversão ao risco nos mercados globais e fortalecendo moedas emergentes como o real.

O dólar comercial fechou a R$ 4,997 em 13/04 — o menor valor de fechamento desde 27 de março de 2024. Em 2026, a moeda acumula queda de 8,96% frente ao real.

O Que Derrubou o Dólar

O dia começou com tensão. O governo americano havia anunciado o bloqueio do Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde escoam cerca de 20% do petróleo mundial —, o que pressionou o dólar para cima logo na abertura do pregão. A guinada ocorreu à tarde, após Trump declarar que o Irã estaria interessado em negociar. A expectativa de uma distensão no conflito reverteu o clima nos mercados globais. Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,63%, o S&P 500 ganhou 1,02% e o Nasdaq avançou 1,23%, anulando as perdas acumuladas desde o início da guerra no Oriente Médio.

No Brasil, além do alívio externo, o dólar também perdeu força pelo diferencial de juros. Com a Selic em 15%, o maior patamar desde 2006, o Brasil continua atraindo capital estrangeiro em busca de rendimento, o que pressiona o real para cima. No mês de abril até o dia 13, a moeda americana acumulava queda de 3,51% frente ao real. O euro também recuou, fechando a R$ 5,876 — o menor nível desde junho de 2024.

Ibovespa na Máxima Histórica e Petróleo Perto dos US$ 100

A bolsa brasileira acompanhou o movimento positivo internacional e renovou seu recorde histórico. O Ibovespa fechou aos 198.001 pontos, com alta de 0,34%, sustentado principalmente por ações de grandes empresas de commodities — mineração e petróleo —, além da entrada contínua de investimentos estrangeiros. No mês, o índice acumulava alta de 5,62%; no ano, os ganhos chegavam a 22,89%. O petróleo do tipo Brent subiu 4,36%, fechando a US$ 99,36 o barril, impulsionado pelas tensões no Estreito de Ormuz. O WTI, referência americana, avançou 2,6%, a US$ 99,08.

Quanto Tempo Pode Durar a Queda do Dólar?

Especialistas ouvidos pelo mercado divergem sobre os próximos passos da moeda americana. Leonardo Santana, da Top Gain, avalia que o enfraquecimento do dólar deve continuar nas próximas semanas, com o patamar mais plausível entre R$ 4,90 e R$ 5,00. Para 2027, a expectativa seria de um dólar próximo a R$ 4,80, caso o Brasil continue atraindo capital estrangeiro. Já Virgílio Lage, da Valor Investimentos, estima que o câmbio justo deveria estar em torno de R$ 5,20 por conta da volatilidade típica de um ano eleitoral. Para ele, o Brasil segue atrativo por ser distante dos principais focos de tensão geopolítica e por oferecer um elevado diferencial de juros frente a outras economias emergentes.

O dólar abaixo de R$ 5 é um marco simbólico que reflete uma conjuntura raramente favorável ao real: juros altos, fluxo estrangeiro robusto, bolsa atrativa em comparação às ações supervalorizadas em Wall Street e um país distante dos conflitos geopolíticos. No entanto, este cenário é frágil. O próprio mercado já aponta que há pouco espaço para o dólar continuar caindo a partir deste nível. O ano eleitoral de 2026 tende a trazer mais incerteza fiscal e política, o que pode reverter parte dos ganhos do real nos próximos meses. A próxima reunião do Copom, marcada para os dias 28 e 29 de abril, será observada com atenção: qualquer sinalização de corte antecipado na Selic poderia reduzir o diferencial de juros e pressionar novamente o câmbio.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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