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Dólar cai a R$ 5,14 e Ibovespa fecha em alta com alívio no mercado externo

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 9 minutos
  • 2 min de leitura

ECONOMIA • 22 de agosto de 2026

Dólar cai a R$ 5,14 e Ibovespa fecha em alta com alívio no mercado externo

Foto: Rafa Neddermeyer / Agência Brasil


O dólar comercial fechou nesta sexta-feira (21) cotado a R$ 5,142, com queda de 1%, no menor nível de fechamento desde o dia 10 de agosto. O movimento de alívio também favoreceu a bolsa brasileira, que encerrou o pregão em alta e acumulou a terceira valorização consecutiva na semana.


A moeda americana chegou a ser negociada a R$ 5,13 por volta das 15h30, antes de fechar o dia a R$ 5,142. Na semana, o dólar acumulou queda de 1,53% frente ao real. O enfraquecimento da divisa dos Estados Unidos no mercado internacional, combinado com a expectativa em torno do cenário eleitoral brasileiro, contribuiu para o resultado.


Dólar comercial: R$ 5,142 (-1%) — Ibovespa: 171.031,73 pontos (+1,85%) — Petróleo Brent: US$ 94,39 por barril

Bolsa avança e petróleo sobe com tensão no Oriente Médio

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 1,85%, aos 171.031,73 pontos, atingindo o maior patamar desde 10 de agosto. Com o resultado, a bolsa brasileira acumulou valorização de 2,45% na semana, ainda que no mês o índice registre queda de 3,91%. As ações do setor bancário ajudaram a sustentar o desempenho positivo, enquanto investidores seguem monitorando o fluxo de capital estrangeiro, que registrou saída líquida de R$ 22 bilhões da bolsa em agosto até o dia 19.


No mercado internacional de petróleo, o barril do tipo Brent fechou em alta de 0,65%, a US$ 94,39, pressionado pelas tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz. Na semana, a commodity acumulou valorização de 6,6%. O petróleo do tipo WTI também subiu, encerrando a sessão a US$ 87,06 por barril.


O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, também recuou na semana, refletindo a perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos dos Estados Unidos após sinalização do Tesouro americano sobre novas operações de recompra de dívida de longo prazo.


Análise: a combinação de queda do dólar com alta simultânea da bolsa sinaliza um raro momento de sincronia positiva para os ativos brasileiros, impulsionado majoritariamente por fatores externos, como o enfraquecimento global da moeda americana, e não por uma mudança estrutural no cenário doméstico. Com o país às vésperas do fechamento das candidaturas presidenciais, o mercado tende a manter cautela nas próximas semanas, já que o noticiário eleitoral deve seguir como um dos principais fatores de influência sobre o câmbio.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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