Copa 2026: Análise Revela o Plano do Marrocos para Surpreender o Brasil na Estreia do Mundial
- Kentidjern Herman
- 9 de jun.
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ESPORTE BRASIL • 9 de junho de 2026
Copa 2026: Análise Revela o Plano do Marrocos para Surpreender o Brasil na Estreia do Mundial

Foto: Angela Weiss / AFP
A quatro dias da estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo 2026, um relatório detalhado sobre o jogo do Marrocos confirma que Carlo Ancelotti terá pela frente um adversário muito mais organizado e perigoso do que a fama pode sugerir. Enviado especial do Lance! acompanhou de perto o amistoso de preparação entre Marrocos e Noruega, no Sports Illustrated Stadium em Nova Jersey, e identificou padrões táticos claros que o técnico Mohamed Ouahbi pretende usar contra o Brasil em 13 de junho.
Trata-se de um time extremamente organizado, perigoso em transições e que sabe exatamente como quer jogar. Marrocos chega à estreia da Copa como um adversário muito mais perigoso do que os números ou a tradição podem sugerir. — Lance!
Bloco compacto, transições rápidas e Hakimi como maestro
A equipe marroquina aposta no clássico esquema 4-4-2 com gestão inteligente de espaços e pressão contextual. O Marrocos defende de forma compacta, com os jogadores posicionados atrás da linha da bola e os espaços entre os setores bastante reduzidos. A pressão acontece de maneira planejada: quando identifica uma oportunidade de sufocar o adversário, o bloco sobe rapidamente. Caso contrário, os marroquinos preferem aguardar o erro rival. Esse estilo permite que a equipe ceda a posse sem perder o controle da partida.
O principal perigo do Marrocos está justamente na recuperação de posse. A equipe é treinada para acelerar assim que retoma a bola: a transição acontece em alta velocidade, com poucos passes e decisões objetivas. O gol que abriu o placar no amistoso contra a Noruega nasceu exatamente dessa característica: uma roubada de bola no campo ofensivo, transição rápida e finalização certeira de Brahim Díaz. Quando parte para o ataque, o time impressiona pela velocidade e pela qualidade das decisões, dificilmente desperdiçando a primeira ou a segunda ação após recuperar a posse.
A provável escalação do Marrocos para o duelo contra o Brasil inclui: Bounou; Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui (ou Bellmalli); Boaudi, El Ayanaoui, Ezzalzoui e Brahim Díaz; Ounahi e Saibani. Mazraoui e Ezzalzoui deixaram o gramado no amistoso contra a Noruega com problemas físicos e serão reavaliados durante a semana. Se ambos forem descartados, Ouahbi deverá acionar alternativas já testadas durante a fase de preparação para o Mundial.
O lateral Achraf Hakimi é o símbolo dessa dinâmica ofensiva. Atuando pelo lado direito, o jogador do Paris Saint-Germain é o grande organizador das transições marroquinas. Quase todas as jogadas perigosas passam por seus pés, seja com viradas de jogo, passes verticais ou conduzioes em velocidade. Hakimi funciona como um verdadeiro maestro do setor ofensivo e será certamente um dos jogadores que Ancelotti mais acompanhará nos estudos táticos da seleção brasileira nos dias que antecedem a partida.
O técnico Mohamed Ouahbi admitiu em coletiva que o time precisa melhorar nas finalizações, mas demonstrou confiança no sistema de jogo. O Marrocos chega à Copa do Mundo 2026 após sua notável caminhada até as semifinais do Mundial de 2022, quando se tornou o primeiro país africano a alcançar essa fase na história dos Mundiais. A experiência acumulada e a evolução tática da seleção marroquina tornam o confronto do dia 13 de junho um dos jogos mais aguardados da primeira fase.
O Brasil estará no Grupo C ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A partida de estreia é em 13 de junho, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Ancelotti ainda aguarda a evolução física de Neymar, que enfrenta lesão muscular na panturrilha direita e permanece como dúvida para o início do Mundial. O técnico italiano poderá contar com um grupo praticamente completo após a reintegração dos jogadores que disputaram a final da Liga dos Campeões da Europa.
A análise do jogo do Marrocos lembra que as Copa do Mundo raramente seguem o script dos favoritos na fase de grupos. A seleção brasileira enfrentará um time que sabe exatamente o que quer fazer dentro de campo e que tem qualidade individual para executar seu plano de jogo. O perigo das transições marroquinas exige que o Brasil gerencie bem a posse de bola e evite perder a bola em zonas de pressão. Para Ancelotti, equilibrar a criação ofensiva com a solidez defensiva será a chave para um começo positivo na busca pelo hexácampeonato.
Fonte: Lance!





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