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Convenções partidárias começam nesta segunda-feira e definem candidatos até outubro

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • 20 de jul.
  • 3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 20 de julho de 2026

Convenções partidárias começam nesta segunda-feira e definem candidatos até outubro

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

As eleições de 2026 entram nesta segunda-feira (20) em uma de suas etapas mais decisivas. Começam hoje e se estendem até 5 de agosto as convenções partidárias, encontros que oficializam os nomes que vão disputar a Presidência da República, os governos estaduais, o Senado e as vagas nas câmaras legislativas em outubro. É nessas reuniões que partidos e federações definem candidaturas e selam as alianças e coligações que vão para a disputa.

Depois de escolhidos nas convenções, os nomes ainda passam por uma segunda etapa antes de chegarem à urna eletrônica: o pedido formal de registro de candidatura junto à Justiça Eleitoral, que deve ser protocolado até 15 de agosto. A partir daí, cabe à Justiça analisar a documentação apresentada e verificar se cada candidato cumpre os requisitos legais para concorrer. Somente após essa checagem o nome é liberado para constar oficialmente na disputa. No caso da corrida presidencial, quem faz esse exame é o Tribunal Superior Eleitoral; para os demais cargos estaduais e federais, a análise fica a cargo dos Tribunais Regionais Eleitorais de cada estado.

A legislação eleitoral exige que cada partido e federação respeite a cota de gênero: no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas registradas devem ser de cada sexo. O descumprimento dessa proporção pode levar à rejeição de toda a chapa pela Justiça Eleitoral. — Regra do Código Eleitoral aplicada ao processo de registro de candidaturas de 2026

PL abre a corrida em São Paulo, PT confirma Lula em agosto

Alguns partidos já divulgaram suas datas e devem confirmar seus pré-candidatos ainda nesta primeira semana do calendário. O Partido Liberal abre a sequência das grandes convenções no dia 25 de julho, em São Paulo. Dois dias depois, em 27 de julho, é a vez do partido Novo, que se reúne em Brasília para confirmar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, como candidato à Presidência. Em 1º de agosto, a legenda Missão, uma das mais recentes do cenário político nacional, realiza sua convenção para homologar a candidatura presidencial de Renan Santos.

O ponto alto do calendário para a base governista está marcado para 2 de agosto, quando a federação liderada pelo Partido dos Trabalhadores deve realizar sua convenção em São Paulo e confirmar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como candidato à reeleição. As regras eleitorais também limitam o número de candidaturas por legenda: para os cargos majoritários, como presidente, governador e prefeito, cada partido, federação ou coligação só pode lançar um nome, sempre acompanhado de um vice. Já para deputado e vereador, o número de candidatos pode chegar ao total de vagas em disputa, mais uma vaga extra.

O início das convenções marca a virada de página entre a fase de pré-campanha, marcada por especulação e movimentação de bastidores, e a formalização da disputa eleitoral. A partir de agora, cada legenda precisa equilibrar interesses internos, construir alianças regionais e cumprir as exigências legais para chegar ao pedido de registro dentro do prazo de 15 de agosto. Até lá, o noticiário político deve ser dominado pelos anúncios de vice, pelas costuras de coligação estadual e pelas primeiras definições de estratégia de campanha, já que a propaganda eleitoral gratuita só começa a valer a partir de 16 de agosto.

O calendário que se abre nesta segunda-feira concentra, em poucos dias, decisões que vão moldar o tabuleiro eleitoral de outubro. Mais do que rituais partidários, as convenções funcionam como um termômetro da força de cada legenda: quem consegue atrair aliados, resolver disputas internas sem desgaste público e apresentar um nome competitivo sai em vantagem para a corrida que começa oficialmente a partir de agosto. Com pré-candidaturas à Presidência já relativamente definidas em campos como o de Lula, do Novo e da Missão, o principal ponto de tensão nas próximas duas semanas deve ser a formação das chapas estaduais, onde as negociações regionais tendem a ser mais imprevisíveis do que no plano nacional.

Fonte: Agência Brasil / ND+

 
 
 

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