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Com Vídeo de Lula na Tela, PT do Maranhão Realiza Plenária Nesta Sexta e Consolida Camarão como Candidato ao Palácio dos Leões

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

POLÍTICA MARANHÃO • 15 de maio de 2026

Com Vídeo de Lula na Tela, PT do Maranhão Realiza Plenária Nesta Sexta e Consolida Camarão como Candidato ao Palácio dos Leões

Foto: Reprodução / Blog do Gilberto Léda

O Partido dos Trabalhadores do Maranhão realiza nesta sexta-feira (15) uma plenária estadual com a presença do presidente nacional da legenda, Edinho Silva, e terá como ponto alto a exibição de um vídeo gravado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em apoio à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Palácio dos Leões nas eleições de outubro. O gesto presidencial, preparado nos bastidores e divulgado na semana, representa o posicionamento mais enfático de Lula na disputa pela sucessão do Maranhão e chega em meio a turbulências internas que dividem a esquerda maranhense entre apoiadores de Camarão e setores alinhados ao governador Carlos Brandão.

O ponto de partida do momento foi um encontro realizado na última terça-feira (12) em Brasília, onde Camarão entregou ao presidente livros sobre a história e a cultura do Maranhão. Na ocasião, Lula gravou um vídeo no qual exalta a trajetória do vice-governador e orienta sua campanha. O presidente incentivou Camarão a construir alianças amplas, instruindo-o a “procurar arrumar a menor quantidade de inimigos e a maior quantidade de amigos possíveis”. A mensagem foi recebida pela cúpula petista como um sinal claro de que o projeto camarãonista conta com respaldo direto do Planalto. Em entrevista divulgada nas redes sociais, Lula foi além e formalizou o comprometimento pessoal com a candidatura.

No que depender do meu apoio e do que eu puder fazer para lhe ajudar, você pode ficar certo que será o governador do Maranhão em 2027.

Racha interno e a plenária como ponto de virada

Apesar da manifestação enfática de Lula, a situação interna do PT maranhense segue delicada. Dirigentes estaduais da legenda, que ocupam cargos no governo Brandão, resistem abertamente ao projeto de Camarão e entendem que o partido poderia construir uma aliança com o MDB em torno da candidatura de Orleans Brandão, sobrinho do governador. Um dos dirigentes chegou a afirmar que junho será o prazo definitivo para consolidar ou não a candidatura do vice-governador, indicando que a plenária desta sexta não encerra o debate. Há também uma corrente interna identificada com o ministro do STF Flávio Dino que pressiona por um arco mais amplo de alianças, incluindo apoio ao pré-candidato do PSD, Eduardo Braide. A plenária foi concebida justamente para tentar unificar o partido diante dessas divisões, com o vídeo de Lula funcionando como um recado inequívoco da direção nacional.

O cenário foi ainda emoldurado nesta quinta-feira (14) por uma cena emblemática: Brandão e Camarão subiram ao mesmo palanque durante o ato do PAC Seleções, do Ministério da Saúde, em São Luís, mas evitaram ficar lado a lado, refletindo publicamente a tensão que separa os dois no campo político. Enquanto o governador aposta em Orleans Brandão como seu sucessor natural, o vice-governador monta uma candidatura autônoma com base no respaldo nacional do PT e no apoio declarado do presidente da República. O plenário do partido deste sábado também terá reuniões de Edinho Silva com a Comissão Provisória estadual e com pré-candidatos proporcionais da legenda.

A plenária do PT maranhense nesta sexta-feira (15) pode se tornar um marco na corrida eleitoral estadual. A exibição pública do vídeo de Lula reforça a aposta do partido em uma candidatura própria, mas a dissência interna deixa claro que o mero respaldo presidencial não é suficiente para unificar o campo progressista maranhense. Camarão enfrentará os meses seguintes com a tarefa de consolidar alianças, reduzir resistências internas e provar viabilidade eleitoral num estado onde a corrida ao Palácio dos Leões já tem seu nome mais competitivo: Orleans Brandão, que aparece à frente nas pesquisas com 41% das intenções de voto. O PT e seu vice-governador têm até junho, segundo os próprios dirigentes, para mostrar que o projeto tem pernas próprias.

Fonte: Blog do Gilberto Léda

 
 
 

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