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Brasileirão em Turbulência: Botafogo Demite Anselmi e Cruzeiro Aposta em Artur Jorge para Escapar do Rebaixamento

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 5 horas
  • 4 min de leitura

ESPORTE BRASIL • 26 de março de 2026

Brasileirão em Turbulência: Botafogo Demite Anselmi e Cruzeiro Aposta em Artur Jorge para Escapar do Rebaixamento

Foto: FC Botafogo / Divulgação

A 8ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2026 gerou um abalo sísmico no futebol nacional com dois movimentos simultâneos no mesmo fim de semana: o Botafogo demitiu o técnico Martín Anselmi após uma sequência de resultados abaixo do esperado, e o Cruzeiro contratou o português Artur Jorge para tentar reverter uma situação de quase rebaixamento. Dois clubes de amplitudes históricas distintas, mas enfrentando um mesmo denominador comum em 2026: a pressão por resultados imediatos num campeonato que já deixou claro que não teria temporada tranquila para nenhum dos grandões brasileiros. A movimentação no mercado de técnicos revelou as entranhas de projetos que prometiam muito e entregaram pouco até aqui.

Os números que derrubaram e ergueram técnicos: Martín Anselmi no Botafogo: 18 jogos, 7 vitórias, 2 empates, 9 derrotas | Eliminado na Pré-Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil | Interi no: Rodrigo Bellão (sub-20) | Cruzeiro sob Tite: 7 rodadas, 3 empates, 4 derrotas, 0 vitórias | Posição na tabela: lanterna com apenas 3 pontos | Artur Jorge (Cruzeiro): contrato até dez/2027 | Multa rescisória paga ao Al-Rayyan: ~R$ 12 milhões (redüida de R$ 30 milhões) | Retrospecto de Artur Jorge no Brasil: 55 jogos pelo Botafogo em 2024 — 31 vitórias, 15 empates, 9 derrotas, aproveitamento de 65,4% | Títulos: Copa Libertadores 2024 e Campeonato Brasileiro 2024.

O Fim de Anselmi no Botafogo: Um Projeto que Não Decolou

A demissão de Martín Anselmi foi anunciada pelo Botafogo na tarde de domingo, 22 de março, menos de 24 horas após o clube vencer o Red Bull Bragantino por 2 a 1 em Bragança Paulista pelo Brasileirão. A vitória, que poderia ter dado fôlego ao treinador, não foi suficiente para reverter a desconfiança acumulada ao longo de dezoito jogos. O argentino encerrou sua passagem com sete vitórias, dois empates e nove derrotas — um retrospecto que, para um clube que havia conquistado a Libertadores e o Brasileirão em 2024, foi considerado completamente insatisfatório pela diretoria liderada por John Textor. O golpe mais sensível havia chegado na semana anterior, quando o Botafogo foi eliminado na fase prévia da Copa Libertadores pelo Barcelona de Guayaquil, do Equador, diante de sua própria torcida no Rio de Janeiro.

Anselmi havia chegado ao Glorioso com expectativas altas, mas o grupo parecia desconexo em relação à filosofia do treinador. A identidade tática do time não se consolidou nos meses em que esteve no cargo, e os reforços contratados durante a janela de transferências não tiveram tempo suficiente para se adaptar ao modelo de jogo proposto. Com o clube próximo da zona de rebaixamento na Série A e eliminado antes mesmo da fase de grupos da Libertadores, a diretoria decidiu que uma mudança imediata era necessária. Rodrigo Bellão, técnico do sub-20, assumiu o cargo de forma interi na enquanto o clube mapeia o mercado em busca de um novo comandante.

Artur Jorge no Cruzeiro: Peso do Nome, Urgência do Momento

Enquanto o Botafogo anunciava a saída de Anselmi, o Cruzeiro apresentava oficialmente o português Artur Jorge como seu novo técnico na tarde de quarta-feira (25), em Belo Horizonte. O treinador que conduziu o Botafogo às conquistas da Libertadores e do Brasileirão em 2024 — no que foi considerado um dos ciclos mais brilhantes do futebol clube brasileiro recente — assinou contrato com a Raposa até o fim de 2027. Para contratá-lo, o Cruzeiro pagou ao Al-Rayyan, do Catar, onde Artur Jorge atuava desde início de 2025, uma multa rescisória de aproximadamente R$ 12 milhões — valor que já havia sido negociado para baixo em relação aos R$ 30 milhões originalmente estipulados em contrato.

O cenário que Artur Jorge encontrou em Belo Horizonte é de pressão máxima: o Cruzeiro encerrou as oito primeiras rodadas do Brasileirão com apenas quatro pontos, figurando na lanterna da competição. O português substituiu Tite, que havia sido desligado após um empate frustrante contra o Vasco no Mineirão. Na apresentação oficial, o dono e presidente Pedro Lourenço deixou claro que o clube não estava satisfeito com os resultados, mas demonstrou confiança na virada a partir da chegada do novo treinador. O primeiro desafio de Artur Jorge será no dia 1º de abril, em casa, diante do Vitória. Apesar da pressão e da falta de tempo para ajustes, o técnico declarou que confia no potencial do elenco atual e não pretende solicitar reforços de imediato, priorizando a organização tática do time que já tem à disposição.

O que as movimentações da semana revelam é que o futebol brasileiro de elite vive uma temporada atípica de instabilidade. Dois dos maiores clubes do país trocam de técnico antes do término do primeiro quarto do campeonato, num ciclo em que a paixão do torcedor e a ambição desmesurada das diretorias transformam qualquer sequência negativa em crise existencial. Para o Botafogo, campeão continental apenas um ano e meio atrás, a queda é um lembrete de que títulos não garantem continuidade de projeto. Para o Cruzeiro, a aposta em Artur Jorge é tanto técnica quanto simbólica: o clube quer trazer de volta o treinador que já provou que sabe vencer no Brasil — e espera que a receita funcione desta vez com as cores celestes.

Fonte: Agência Brasil / Lance! / GMC Online

 
 
 

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