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Brasil vira sobre a Austrália, vence por 4 a 2 em Brisbane e reage ao empate de sexta-feira

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 4 horas
4 min de leitura

ESPORTE BRASIL • 29 de setembro de 2026

Brasil vira sobre a Austrália, vence por 4 a 2 em Brisbane e reage ao empate de sexta-feira

Foto: Albert Perez/Getty Images / Terra


A seleção brasileira derrotou a Austrália por 4 a 2, nesta terça-feira (29), em amistoso disputado em Brisbane. Com um meio-campo mais povoado e maior movimentação, o time comandado por Carlo Ancelotti saiu na frente, sofreu a virada ainda no primeiro tempo e, na etapa final, garantiu o triunfo com gols de Bruno Guimarães e Vini Jr., que se somaram aos de Vanderson e Raphinha.


Placar: Austrália 2 x 4 Brasil. Gols: Vanderson (2'), Circati (29'), Metcalfe (33') e Raphinha (45', pênalti) no primeiro tempo; Bruno Guimarães (23') e Vini Jr. (34') no segundo.

Mudança tática e abertura do placar

Diferentemente do primeiro amistoso, no qual o Brasil empatou por 1 a 1 na sexta-feira (25), Ancelotti desfez a formação com quatro atacantes e optou por preencher o meio-campo, setor que havia ficado com um buraco na partida anterior. A nova configuração deu resultado logo nos primeiros minutos. Em jogada que passou pelos pés do trio de meio-campistas, formado por Bruno Guimarães, Danilo e o estreante Gabriel Bontempo, o lateral-direito Vanderson recebeu de Rayan na entrada da área e bateu no ângulo para abrir o placar, aos dois minutos.


A equipe também se mostrou menos engessada. Danilo e Bontempo ajudaram os atacantes na pressão sobre a defesa australiana, e os laterais Vanderson e Mauro Júnior subiram bastante para participar da construção ofensiva. Raphinha, posicionado como falso 9, apareceu pelos dois lados e infiltrando por trás da zaga adversária. Outra boa surpresa foi o zagueiro Jair Cunha, que demonstrou segurança na marcação do veloz Irankunda.


A reação australiana

A Austrália praticamente não conseguiu jogar até os 29 minutos, quando Circati aproveitou um desvio para trás de Rayan em cobrança de escanteio e deixou tudo igual. Os brasileiros pediram falta no goleiro Otávio, que saiu errado da meta na jogada, mas o VAR validou o lance. A seleção sentiu o gol, se desconectou da partida e passou a errar passes. Em novo erro de Rayan, os australianos recuperaram a bola, e Metcalfe, com liberdade, acertou um chute de fora da área, aos 33, para virar o jogo.


O Brasil teve dificuldade para impor o seu jogo depois disso. Vini Jr., assim como na sexta-feira, não esteve bem na etapa inicial: errou dribles, cometeu faltas e foi presa fácil da marcação. O meio-campo, porém, voltou a funcionar no fim do primeiro tempo. Bontempo pressionou, e a bola sobrou para Bruno Guimarães acionar Danilo, que sofreu pênalti de Souttar. Raphinha bateu firme, no canto esquerdo do goleiro Beach, e igualou o marcador aos 45 minutos.


Virada no segundo tempo

Raphinha deixou o time no intervalo com um desconforto na coxa direita e deu lugar a Endrick, que logo nos primeiros minutos mostrou vontade em uma arrancada do meio-campo que quase terminou em gol de Danilo. A troca não mudou a configuração do time brasileiro, que continuou dominante, ainda que menos incisivo. A Austrália adiantou a marcação e conseguiu trocar mais passes no meio-campo.


Quando Ancelotti recorreu ao banco, o meio-campo voltou a ser o setor decisivo. O treinador colocou o volante Andrey Santos e adiantou Bruno Guimarães, que finalizou para o fundo das redes, na pequena área, aos 23 minutos, em jogada iniciada com passe em profundidade de Danilo para Vini Jr. A bola ainda passou pelos pés de Endrick até chegar ao capitão da equipe na segunda etapa.


Nos minutos finais, Vini Jr., que estava sem confiança até participar do lance do terceiro gol, assumiu a responsabilidade. O atacante sofreu pênalti de Irankunda e recebeu ordem expressa de Ancelotti para fazer a cobrança, apesar de ter tentado entregar a bola a Bruno Guimarães, que perdeu a cobrança contra a Noruega na Copa. Vini bateu no canto direito de Beach, aos 34 minutos, e fechou o placar. O treinador aproveitou o restante do jogo para promover estreias, como as de Martinelli e Breno Bidon.


Próximo compromisso

O Brasil encerra a sua participação na Data Fifa no sábado (3 de outubro), quando faz uma partida inédita contra a Índia, em Calcutá, às 11h (horário de Brasília). O público no jogo contra a Austrália foi de 52.423 pessoas, e a arbitragem foi do japonês Yusuke Araki.


Análise: O 4 a 2 em Brisbane serviu, sobretudo, como resposta ao desempenho apático de sexta-feira e indicou um caminho: com o meio-campo mais bem preenchido, a seleção ganhou fluidez e poder de reação, mesmo depois de sofrer a virada. Ainda assim, os dois gols australianos vieram de falhas pontuais, e Vini Jr. precisou de um lance de bola parada para se reencontrar na partida, o que mostra que o trabalho do início de ciclo está longe de concluído. O amistoso contra a Índia, em razão do nível do adversário, deve oferecer uma medida limitada da evolução do time, e o desconforto muscular de Raphinha adiciona um ponto de atenção à comissão técnica.


Fonte: Estadão Conteúdo / Terra

 
 
 

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