top of page
banner-920×114px-alema.gif

Brasil lidera o Open das Américas de halterofilismo com sete ouros e 14 pódios; Mariana D'Andrea bate recorde continental

Foto do escritor: Kentidjern Herman
Kentidjern Herman
há 2 horas
3 min de leitura

ESPORTE BRASIL • 7 de outubro de 2026

Brasil lidera o Open das Américas de halterofilismo com sete ouros e 14 pódios; Mariana D'Andrea bate recorde continental

Foto: Douglas Magno / CPB


O Brasil tem dominado o Open das Américas de halterofilismo, torneio realizado na Cidade do México que vale pontos no ranking de classificação à Paralimpíada de Los Angeles, nos Estados Unidos, em 2028. Após três dias de disputas, a delegação brasileira já soma 14 pódios, com sete medalhas de ouro, e lidera o quadro geral de medalhas. A competição segue até esta quinta-feira (8).


Após três dias de competição, o Brasil acumula 14 pódios, sete ouros e a liderança do quadro geral de medalhas.

A terça-feira decisiva

O desempenho de terça-feira (6) foi decisivo para que os brasileiros disparassem na ponta do quadro. Foram quatro medalhas de ouro e três dobradinhas, quando dois atletas de um mesmo país chegam juntos ao pódio. A paulista Mariana D'Andrea, atual bicampeã paralímpica, confirmou o favoritismo e venceu entre as atletas até 73 quilos. Ela também estabeleceu o novo recorde das Américas da categoria, ao erguer 146 kg, um quilo a mais do que a marca que ela própria havia registrado em 2024. A mineira Caroline Fernandes, com 119 kg, ficou com a prata.


Mariana, que tem nanismo, falou à TV Brasil antes do embarque para o México sobre o desafio de se manter no topo. Segundo ela, o treinador Valdecir Lopes, técnico-chefe da seleção de halterofilismo, costuma dizer que é difícil chegar, mas que o mais difícil é se manter, porque o atleta se torna alvo de todos. Ela afirmou que é preciso estar bem disciplinada e que sentir o gosto do ouro, de ser campeã paralímpica, motiva a querer mais e a manter o seu espaço.


Na categoria até 80 kg, o melhor foi o paraibano Ailton de Souza, que sofreu paralisia infantil após um erro médico no nascimento. Ele levantou 201 kg e conquistou o ouro, com boa vantagem sobre o equatoriano Sebastian Ayala (166 kg) e o mexicano Jairo Santiago (161 kg), que completaram o pódio.


Mudanças de categoria e dobradinhas

Medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris, em 2024, entre os halterofilistas até 67 kg, a amazonense Maria de Fátima Castro passou a competir com atletas de até 79 kg. No Open, venceu na nova categoria ao erguer 135 kg, quatro a mais do que a brasiliense Gabrielle Lima, segunda colocada, em outra dobradinha brasileira.


O país repetiu a parceria ouro e prata na antiga categoria de Maria de Fátima. A paulista Laira Guimarães assegurou o primeiro lugar com 109 kg, superando a paraense Naira Cruz, que levantou 106 kg. As duas competiam entre atletas até 61 kg e mudaram de peso neste novo ciclo paralímpico.


O início da participação brasileira

A participação do país começou no domingo (4), com quatro medalhas. Os mineiros Marco Túlio Cruz (até 49 kg) e Lara Lima (até 45 kg) foram ouro, o potiguar João Maria França (até 59 kg) conquistou a prata e a paulista Brenda Pepe (até 41 kg) ficou com o bronze.


Na segunda-feira (5), a potiguar Maria Rizonaide da Silva conquistou o ouro na categoria até 50 kg. A gaúcha Ana Paula Marques (até 61 kg) e a mineira Cristiane Reis (até 55 kg) levaram o bronze. O rondoniense Kauê Motta, estreante em torneios internacionais após trocar o fisiculturismo pelo halterofilismo, terminou em quarto lugar entre os competidores até 65 kg, a um quilo do pódio.


O caminho até Los Angeles

O Open das Américas é uma das competições obrigatórias para os atletas do continente que buscam vaga em Los Angeles. No próximo ano, os Jogos Parapan-Americanos de Lima, no Peru, e o Campeonato Mundial da Cidade do México serão os dois eventos necessários para cumprir a exigência da World Para Powerlifting (WPPO), braço do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) que cuida da modalidade.


Em 2028, quando o ranking fecha, os atletas devem participar de pelo menos duas etapas da Copa do Mundo de halterofilismo. Os oito melhores de cada categoria de peso que tenham cumprido os requisitos da WPPO se classificam à Paralimpíada.


Análise: A campanha brasileira no México mostra uma delegação que combina campeões paralímpicos, medalhistas de Paris que mudaram de categoria e estreantes em torneios internacionais, como Kauê Motta, todos já somando pontos em uma disputa que só se fecha em 2028. Como o Open vale pontos no ranking e o calendário de 2027 traz o Parapan de Lima e o Mundial da Cidade do México como eventos exigidos, o desempenho de agora funciona como a primeira etapa de um ciclo longo. O recorde de Mariana D'Andrea e as dobradinhas em diferentes categorias indicam profundidade no elenco, mas a classificação só será definida pelos critérios da WPPO nos próximos dois anos.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

Comentários


bottom of page