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Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 10 horas
  • 2 min de leitura

ECONOMIA • 29 de agosto de 2026

Brasil cria 58,5 mil postos de trabalho em julho, aponta Caged

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mercado de trabalho formal brasileiro criou 58.568 postos de trabalho com carteira assinada em julho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta sexta-feira (28). O indicador mede a diferença entre contratações e demissões no país.

A criação de vagas em julho foi 56,3% menor do que no mesmo mês de 2025 e representa o resultado mais baixo para o período desde 2020.

Queda frente a junho e ao ano anterior

O saldo positivo de julho resultou de 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos no período. O número representa uma retração de 57,3% em relação a junho, quando o país havia criado 137.044 empregos formais. Na comparação com julho do ano passado, quando foram abertas 133.932 vagas, considerando os dados já ajustados pelo Ministério do Trabalho, a queda chega a 56,3%. Segundo o levantamento, a mudança na metodologia do Caged impede a comparação direta com dados anteriores a 2020, mas, dentro da série histórica atual, este é o pior resultado já registrado para o mês de julho. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Caged aponta a criação de 972.203 vagas formais, uma retração de 20,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando haviam sido abertos 1.229.107 postos de trabalho.

Na divisão por setores, quatro dos cinco ramos de atividade pesquisados registraram saldo positivo em julho: os serviços lideraram a criação de vagas, com 24.098 postos, seguidos pela construção civil, com 12.691 vagas, pela agropecuária, com 12.523, e pela indústria, com 11.315 novos postos. O comércio foi o único setor com saldo negativo, eliminando 8.114 vagas, resultado atribuído à sazonalidade típica do varejo no período. Entre as regiões, o Sudeste liderou a criação de empregos, com 21.668 postos, seguido pelo Nordeste, com 18.973, Centro-Oeste, com 9.943, e Norte, com 8.375. O Sul foi a única região com saldo negativo, de 628 vagas. Na divisão por estados, 22 unidades da federação registraram saldo positivo, com destaque para São Paulo, Mato Grosso e Minas Gerais, enquanto Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Tocantins, Santa Catarina e Distrito Federal fecharam o mês com mais demissões do que contratações. Com os novos postos, o total de trabalhadores com carteira assinada no país chegou a 48.082.866 em julho, alta de 0,12% em relação a junho e de 1,02% em relação ao mesmo mês de 2025.

O resultado de julho reforça um cenário de desaceleração gradual do mercado de trabalho formal brasileiro, associado aos efeitos da taxa de juros elevada e ao ritmo mais lento de crescimento da economia ao longo do ano. Embora o país ainda esteja gerando empregos com carteira assinada mês a mês, a intensidade dessa geração vem perdendo força de forma consistente frente a 2025, o que já se reflete tanto no resultado mensal quanto no acumulado do ano. A queda de quase 21% nas contratações líquidas nos primeiros sete meses do ano indica que o mercado de trabalho, apesar de seguir positivo, começa a sentir com mais clareza o impacto de uma política monetária restritiva sobre a disposição das empresas em ampliar seus quadros.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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