Brandão Exonera 16 Secretários para Disputar Eleições de 2026 e Inicia Maior Reforma no Governo do Maranhão
- Kentidjern Herman
- há 4 dias
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POLÍTICA MARANHÃO • 2 de abril de 2026
Brandão Exonera 16 Secretários para Disputar Eleições de 2026 e Inicia Maior Reforma no Governo do Maranhão

Foto: Divulgação / Governo do Maranhão
O governador Carlos Brandão anunciou, nesta quarta-feira (1º de abril), a exoneração de 16 integrantes de seu secretariado e de órgãos estratégicos do governo estadual. As saídas foram publicadas no Diário Oficial do Estado e atendem ao prazo de desincompatibilização eleitoral, que se encerra no dia 4 de abril, seis meses antes do primeiro turno das eleições de outubro de 2026. Trata-se da maior reforma ministerial do atual governo e sinaliza o início do período mais intenso da disputa política no Maranhão.
As exonerações atingem 16 titulares de secretarias e órgãos estratégicos, incluindo a Casa Civil, a Saúde, o Planejamento e a Articulação Política — os pilares da gestão Brandão.
Lista dos Exonerados e Seus Destinos Eleitorais
Entre os nomes que deixaram o governo estão Sebastião Madeira, da Casa Civil; Orleans Brandão, da Secretaria de Assuntos Municipalistas e sobrinho do governador, principal apostado como candidato à sucessão estadual; Tiago Fernandes, da Saúde; Vinícius Ferro, do Planejamento; Bira do Pindaré, da Agricultura Familiar; Yuri Arruda, da Cultura; e Júnior Viana, da Articulação Política. Também saíram Abigail Cunha, da Secretaria das Mulheres; Paulo Casé, do Desenvolvimento Social; Luís Henrique, do Trabalho; Wolmer Araújo, da Pesca; Washington Oliveira, da representação em Brasília; e Natassia Weba, da Ciência e Tecnologia. Nas autarquias, foram exonerados Cricielle Aguiar, do Iema; Francilene Paixão, da Agerp; e Anderson Ferreira, do Iterma.
Cenário Eleitoral e a Sucessão no Palácio dos Leões
As exonerações ocorrem num cenário político de intensa movimentação. Brandão anunciou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, em dezembro de 2026, o que impede o vice-governador Felipe Camarão, do PT, de assumir o Executivo e ganhar visibilidade para suas próprias pretensões eleitorais. Com a máquina sob controle, Brandão aposta na candidatura de Orleans Brandão para a continuidade do projeto político do grupo. A saída do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, do PSD, que renunciou à Prefeitura na terça-feira (31) para disputar o governo estadual, acrescenta um adversário de peso ao cenário e promete acirrar a disputa pelo Palácio dos Leões.
Nos próximos dias, o governo deverá nomear substitutos para as 16 vagas abertas, uma tarefa que exige equilíbrio político entre os grupos aliados que permanecem no Palácio dos Leões. O prazo final de desincompatibilização é 4 de abril, uma data que pode ainda trazer novas saídas — como a confirmada exoneração de Fábio Gentil, secretário de Agricultura, também publicada no Diário Oficial de 1º de abril. O estado entra assim num período de dupla agenda: manter a gestão funcionando e preparar o terreno para a campanha mais decisiva para o grupo político local em muitos anos.
A onda de exonerações no governo Brandão revela a magnitude da aposta política que está em jogo no Maranhão. Ao liberar 16 nomes estratégicos para a disputa eleitoral de uma só vez, o governador não apenas cumpre a formalidade legal, mas também sinaliza que seu grupo enxerga nas eleições de 2026 uma oportunidade de consolidar o controle do estado por mais um ciclo. O cenário, no entanto, ficou mais incerto com a entrada oficial de Braide na corrida pelo governo. A conta é simples: com um candidato forte vindo da capital e com o PT pressionando para não perder espaço, a disputa pelo Palácio dos Leões deve ser a mais acirrada da história recente do Maranhão — e o resultado dela vai redesenhar o mapa político do estado para os próximos quatro anos.
Fonte: Blog Gilberto Léda / Imirante.com / Diego Emir





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