Braide adia posição sobre o segundo turno presidencial e prioriza equipe de governo após vitória no 1º turno no Maranhão
POLÍTICA MARANHÃO • 7 de outubro de 2026
Braide adia posição sobre o segundo turno presidencial e prioriza equipe de governo após vitória no 1º turno no Maranhão

Foto: Divulgação / O Imparcial
O governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), informou que adiará seu posicionamento sobre o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista à CNN, ele declarou que a prioridade neste momento é a montagem da equipe de governo, mas afirmou que buscará manter boa relação com o presidente eleito, seja quem for.
Eduardo Braide (PSD): 54,02% dos votos válidos. Orleans Brandão (MDB): 34,76%. Felipe Camarão (PT): 9,60%.
A vitória no primeiro turno
Ex-prefeito de São Luís, Braide foi eleito no domingo (4), ainda no primeiro turno, pela coligação “Pra Transformar o Maranhão”, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a totalização final, o candidato do PSD somou 54,02% dos votos válidos, ou 2.104.122 votos, o que garantiu a maioria absoluta e afastou a necessidade de segundo turno para o governo estadual.
Orleans Brandão (MDB) ficou em segundo lugar, com 34,76% (1.354.044 votos), e Felipe Camarão (PT) terminou em terceiro, com 9,60% (374.039 votos). Roberto Rocha (PRTB) obteve 1,26% (48.924 votos) e aparece com a candidatura anulada sub judice. A disputa teve oito candidatos.
Transição e prioridades
Em sua primeira declaração após a vitória, Braide disse que iniciaria na segunda-feira (5) a escolha da equipe e a nomeação da comissão de transição. A gestão começa em janeiro de 2027. Entre as metas urgentes, ele citou ações na saúde, a recuperação das estradas estaduais e o aprimoramento dos serviços públicos. O período de transição será usado para estruturar o plano de ação dos primeiros 100 dias.
O governador eleito lembrou o compromisso de que, se vencesse no primeiro turno, começaria a trabalhar já no dia seguinte, e disse que pretende dar um choque de gestão na saúde. Braide também reafirmou a promessa de campanha de reduzir o ICMS e afirmou que esse será o primeiro ato oficial do seu governo, com o objetivo de aliviar o orçamento das famílias maranhenses.
O cenário político no estado
A eleição também definiu a composição do Legislativo e da bancada maranhense. O estado elegeu 42 deputados estaduais e 18 deputados federais, e André Fufuca e Lahesio Bonfim foram eleitos senadores. Segundo O Imparcial, os dois senadores eleitos se dividem entre Flávio Bolsonaro e Lula no segundo turno.
Na Assembleia Legislativa, deputados já conversam sobre a formação da nova Mesa Diretora. Entre as alternativas que surgem nos bastidores para a presidência da Casa está o deputado estadual Ariston Ribeiro (MDB). O Imparcial registrou ainda que a Assembleia reconheceu o resultado das eleições e parabenizou Braide, Fufuca e Lahesio.
No cenário nacional, o primeiro turno levou Flávio Bolsonaro (47,03%) e Lula (45,16%) ao segundo turno, marcado para 25 de outubro. A cobertura do jornal destacou que Lula perdeu votos no Maranhão, enquanto Flávio superou a votação obtida por Jair Bolsonaro em 2022 e reduziu a vantagem petista no estado.
Análise: Ao adiar o apoio no segundo turno, Braide preserva espaço de manobra em um momento em que o foco declarado é a formação do governo. A vitória por mais de 19 pontos percentuais sobre o segundo colocado, sem necessidade de nova votação, dá ao governador eleito autonomia para escolher o momento e o tom de qualquer posicionamento. O discurso de manter boa relação com o futuro presidente, seja Lula ou Flávio, também tem lógica prática: as prioridades anunciadas, como saúde, estradas e a redução do ICMS, dependem da capacidade de gestão e do equilíbrio das contas estaduais, e um bom diálogo com Brasília tende a ajudar nesse caminho. Os senadores eleitos divididos entre os dois candidatos indicam que o campo político maranhense não caminha de forma uniforme para o segundo turno, o que reforça o valor da neutralidade neste início de transição. A promessa de reduzir o ICMS como primeiro ato será o primeiro teste concreto da gestão.
Fonte: O Imparcial





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