top of page
920x114.gif

Bolsonaro Recebe Alta Hospitalar e Inicia Prisão Domiciliar de 90 Dias por Decisão de Moraes

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

POLÍTICA BRASIL • 29 de março de 2026

Bolsonaro Recebe Alta Hospitalar e Inicia Prisão Domiciliar de 90 Dias por Decisão de Moraes

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil


O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital DF Star, em Brasília, na manhã da última sexta-feira (27) e passou a cumprir prisão domiciliar temporária de 90 dias, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após passar mal na unidade prisional conhecida como Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda.


O boletim médico que oficializou a alta foi assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, e pelo diretor-geral do hospital, Allisson Barcelos Borges. O diagnóstico que motivou a internação foi broncopneumonia bacteriana bilateral, decorrente de episódio de broncoaspiração. O ex-presidente chegou ao hospital com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sendo conduzido por equipe do Samu.


O cardiologista Brasil Caiado, da equipe médica, informou que Bolsonaro não deve ser considerado curado: a fase hospitalar se encerrou, mas o tratamento continua em casa, com fisioterapia respiratória, motora e reabilitação cardiopulmonar.


A decisão do STF e as condições da prisão domiciliar

A concessão da prisão domiciliar humanitária foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após a defesa apresentar pedido com base no estado de saúde do ex-presidente. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concordou com o pedido, destacando que o ambiente familiar era o único capaz de garantir o monitoramento constante exigido pelo quadro clínico de Bolsonaro.


Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro será monitorado por tornozeleira eletrônica, sem permissão para acessar redes sociais, e sob vigilância de agentes da Polícia Militar do Distrito Federal na residência, localizada em condomínio no Lago Sul, região nobre da capital federal. Em novembro do ano passado, antes de ser condenado, o ex-presidente havia sido preso após tentar violar o equipamento de monitoramento. Ao final do prazo inicial de 90 dias, a manutenção da prisão domiciliar deverá ser reanalisada pelo STF, com possibilidade de nova perícia médica.


O contexto da condenação

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses, resultado de condenação pelo STF por tentativa de golpe de Estado e outros crimes conexos. A internação hospitalar interrompeu temporariamente o cumprimento de pena em regime fechado na Papudinha, onde ele havia sido transferido após a condenação. A saída do hospital foi discreta, com o comboio de veículos seguindo diretamente para a residência sob forte aparato de segurança. Na chegada ao condomínio, o ambiente foi de baixa mobilização pública.


A equipe médica informou ainda que, após a recuperação da pneumonia, está prevista uma artroscopia no ombro direito de Bolsonaro, com previsão para o final de abril. O caso reacende o debate sobre as condições de saúde do ex-presidente e os desdobramentos políticos que sua presença — ainda que confinada — produzirá no cenário eleitoral de 2026, com o país a menos de seis meses das eleições gerais.


A prisão domiciliar humanitária concedida a Bolsonaro confirma que as instituições seguem operando dentro dos marcos legais, mesmo em casos de alta repercussão política. A decisão de Moraes reequilibra o imperativo da execução penal com a obrigação do Estado de preservar a integridade física de quem cumpre pena. Do ponto de vista político, o retorno de Bolsonaro ao ambiente doméstico — sob tornozeleira, mas fora de um presídio — tende a reorganizar as forças da direita brasileira, que vê no ex-presidente um polo de articulação simbólica para o ciclo eleitoral que se avizinha.


Fonte: Agência Brasil

 
 
 

Comentários


bottom of page