Banco do Brasil Prorroga até 30 de Abril Renegóciação de Dívidas após R$ 1,7 Bilhão em Acordos em Março
- Kentidjern Herman
- há 8 horas
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ECONOMIA • 3 de abril de 2026
Banco do Brasil Prorroga até 30 de Abril Renegóciação de Dívidas após R$ 1,7 Bilhão em Acordos em Março

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
O Banco do Brasil anunciou nesta quinta-feira (2 de abril) a prorrogação das condições especiais para renegóciação de dívidas até o dia 30 de abril. A decisão veio após o bom desempenho registrado em março: o banco fechou mais de 180 mil acordos com clientes em todo o país, movimentando R$ 1,7 bilhão em créditos renegociados no período. A extensão do prazo integra a adesão do BB ao mutiram nacional do setor bancário e reforça a estratégia da instituição de apoiar a recuperação financeira de seus clientes.
Em março, o Banco do Brasil renegociou R$ 1,7 bilhão em dívidas, resultado de mais de 180 mil acordos com clientes. As condições especiais foram prorrogadas até 30 de abril.
Como Acessar e Quem Pode Negociar
As condições especiais estão disponíveis para pessoas físicas com pendências financeiras junto ao BB. O cliente não precisa se deslocar até uma agência nem enviar documentos: o atendimento pode ser feito pelo aplicativo do banco, pelo WhatsApp (61) 4004-0001, nos terminais de autoatendimento, no site do banco, pela Central de Relacionamento ou presencialmente nas agências. A abordagem multicanal é vista como um diferencial importante para facilitar o acesso às negociações, especialmente entre clientes que acumularam dívidas durante os períodos de juros elevados nos últimos anos.
Educação Financeira como Pilar da Iniciativa
Além da renegóciação, o banco destaca o papel da ferramenta Minhas Finanças, disponível no aplicativo BB e utilizada mensalmente por mais de 7 milhões de clientes. A solução permite acompanhar gastos, planejar o orçamento e organizar compromissos financeiros, reforçando o compromisso da instituição com a educação financeira. O BB afirma que o objetivo da prorrogação é contribuir para a redução da inadimplência e estimular hábitos financeiros mais saudáveis entre seus correntistas. O movimento ocorre em um contexto de Selic em 14,75% ao ano — ainda em patamar restritivo, após corte de 0,25 ponto percentual em março — e de inadimplência que permanece pressionada, especialmente no segmento de pessoas físicas.
A decisão do BB de prorrogar o mutiram de renegóciação reflete uma tendência mais ampla no setor bancário brasileiro: diante de um ambiente de juros ainda elevados e compressão da renda real, os bancos públicos têm assumido um papel mais ativo na regularização das dívidas da população. O volume de R$ 1,7 bilhão renegociado em apenas um mês demonstra a demanda represada por acordos mais vantajosos. Para o consumidor, a mensagem é direta: a janela está aberta até o fim de abril, e aproveitar as condições especiais pode representar uma oportunidade concreta de reequilibrar as contas e retomar o crédito com mais saúde financeira.
Fonte: Agência Brasil





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