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Aneel Realiza Primeiro Leilão de Transmissão de 2026 com R$ 3,3 Bilhões em Investimentos e Maior Deságio desde 2020

  • Foto do escritor: Kentidjern Herman
    Kentidjern Herman
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

ECONOMIA • 28 de março de 2026

Aneel Realiza Primeiro Leilão de Transmissão de 2026 com R$ 3,3 Bilhões em Investimentos e Maior Deságio desde 2020

Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica realizou nesta sexta-feira (27) o primeiro leilão de transmissão de energia do ano, na sede da B3, em São Paulo. Todos os cinco lotes oferecidos foram arrematados em um certame bastante disputado, com deságio médio superior a 50% — o mais competitivo registrado desde 2020. O resultado reflete a alta atratividade do setor elétrico brasileiro para investidores nacionais e estrangeiros, mesmo em um cenário de juros elevados.

O leilão envolveu cinco lotes com investimentos estimados em R$ 3,3 bilhões, previsão de construção de 798 quilômetros de linhas de transmissão em 11 estados e geração de mais de 8,4 mil empregos diretos e indiretos. O prazo para conclusão das obras varia entre 42 e 60 meses.

As empresas Engie Transmissão de Energia e Cymi Construções e Participações foram as grandes vencedoras da sessão, cada uma arrematando dois lotes. A Engie levou os lotes 2 e 3, com instalações no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Ceará. O deságio no lote 3, composto por quatro sublotes, chegou a 54,83% — o maior de toda a sessão. A Cymi conquistou os lotes 1 e 5, que abrangem instalações no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e Pará. Já o Consórcio BR2ET foi o vencedor do lote 4, que cobre a Bahia e o Sergipe, com deságio de 37,89%.

O que é a Receita Anual Permitida e por que o deságio importa para o consumidor

A Receita Anual Permitida, conhecida pela sigla RAP, é a remuneração que as empresas transmissoras de energia elétrica recebem pela prestação do serviço público ao longo do contrato de concessão, que dura 30 anos. Quanto maior o deságio oferecido pela empresa vencedora em relação ao teto definido pela Aneel, menor será o custo repassado ao consumidor final na conta de luz. No leilão desta sexta, o deságio médio acima de 50% representa uma economia bilionária para os usuários ao longo da vigência dos contratos.

O lote 1, disputado por três concorrentes — a Cymi, o Consórcio Olympus e a Axia Energia Sul —, foi arrematado pela Cymi com oferta de R$ 46,6 milhões de RAP e deságio de 46,85%. O lote 2, no Paraná e em Santa Catarina, teve quatro candidatos e foi vencido pela Engie com oferta de R$ 18,1 milhões e deságio de 46,89%. O lote 5, que contempla regiões de Cláudia e Novo Progresso, no Mato Grosso e no Pará, também foi para a Cymi, com oferta de R$ 91,2 milhões e deságio de 50,89%. Ao todo, sete empresas diferentes participaram ativamente das disputas ao longo do dia, demonstrando o alto nível de interesse do setor.

Os empreendimentos leiloados estão distribuídos por 11 estados: Bahia, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe, Santa Catarina e São Paulo. A abrangência geográfica reforça o caráter estrutural do leilão para o sistema elétrico nacional, que precisa expandir a malha de transmissão para acomodar o crescimento da geração de energia renovável — especialmente eólica e solar — em regiões cada vez mais distantes dos grandes centros consumidores.

O resultado do leilão desta sexta é um sinal positivo para a infraestrutura energética brasileira. Deságios elevados indicam concorrência saudável e eficiência na alocação de recursos públicos. Com R$ 3,3 bilhões em obras previstas, mais de 8 mil empregos gerados e uma economia estimada de bilhões para o consumidor ao longo de três décadas, o setor de transmissão confirma seu papel central na estratégia de desenvolvimento econômico do país. O próximo leilão de transmissão da Aneel deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2026.

Fonte: Agência Brasil

 
 
 

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